Geral São Paulo
Veja orientações sobre os riscos do cigarro para a saúde do coração
Cardiologista destaca que abandonar o tabagismo traz benefícios mesmo após anos de consumo
22/08/2026 12h31
Por: Redação Fonte: Secom SP

“Fumo há muitos anos. Será que ainda adianta parar?” Esta é uma dúvida comum entre pessoas que convivem com o tabagismo por um longo período. Mas, segundo especialistas, abandonar o cigarro é uma das medidas mais importantes para proteger a saúde física e mental, independentemente de há quanto tempo a pessoa fuma.

Um estudo conduzido por pesquisadores do Instituto do Coração (InCor) mostrou que fumantes com hipertensão que deixaram de fumar apresentaram, após apenas três meses, uma redução de aproximadamente 10 mmHg na pressão arterial sistólica e de 5 mmHg na pressão diastólica.

LEIA TAMBÉM: Campanha de Multivacinação: veja como atualizar a caderneta de crianças e adolescentes

Para a cardiologista Vanessa Pesciotto, do Hospital Regional de Jundiaí, unidade da Secretaria de Estado da Saúde , não existe um momento em que seja “tarde demais” para abandonar o cigarro. “Muitas pessoas acreditam que, depois de tantos anos fumando, os danos já estão feitos e parar não faria diferença. Isso não é verdade. Abandonar o cigarro é uma das medidas mais importantes para proteger o coração, independentemente de há quanto tempo a pessoa fuma”, explica a médica.

Continua após a publicidade
google.com, pub-9319522921342289, DIRECT, f08c47fec0942fa0

Por que o cigarro prejudica tanto o coração?

Embora os pulmões sejam normalmente associados aos principais danos provocados pelo cigarro, o sistema cardiovascular também é diretamente afetado. No coração e nos vasos sanguíneos, a nicotina provoca a contração dos vasos, podendo aumentar a pressão arterial e a frequência cardíaca. Já outras substâncias presentes na fumaça contribuem para inflamações e lesões nas paredes das artérias, favorecendo a formação de placas de gordura e aumentando o risco de doenças cardiovasculares.

“O tabagismo mantém o organismo em contato constante com substâncias tóxicas. No sistema cardiovascular, isso favorece a inflamação e o comprometimento dos vasos sanguíneos, além de aumentar a sobrecarga sobre o coração. Por isso, parar de fumar representa uma mudança importante na prevenção de infarto, AVC e outras doenças”, explica Vanessa.

Continua após a publicidade
google.com, pub-9319522921342289, DIRECT, f08c47fec0942fa0

Vapes também são inimigos

A médica alerta também que muitas pessoas trocam o cigarro convencional pelo eletrônico, também chamado de vape, na tentativa de reduzir os danos. Mas segundo ela, esses dispositivos não devem ser considerados uma alternativa segura.

“O cigarro eletrônico não deve ser encarado como uma solução para quem quer proteger a saúde. A nicotina continua presente e, em alguns casos, a exposição pode ser ainda maior. A dependência permanece e o organismo continua sujeito a substâncias potencialmente prejudiciais”, alerta Vanessa.

Pesquisas indicam que os cigarros eletrônicos podem expor os usuários a níveis ainda mais elevados de nicotina em comparação ao cigarro convencional. A substância é responsável pela dependência e pode contribuir para alterações cardiovasculares. Além da nicotina, os aerossóis produzidos pelos dispositivos podem conter outras substâncias capazes de provocar lesões e inflamações no organismo.

Continua após a publicidade
google.com, pub-9319522921342289, DIRECT, f08c47fec0942fa0

LEIA TAMBÉM: Sarampo, poliomielite, febre amarela e outras doenças podem ser evitadas com vacinação; campanha de multivacinação segue em São Paulo

Para a especialista, a principal mensagem para os fumantes é não desistir de tentar. Além de controlar fatores como pressão arterial, colesterol, diabetes, peso e sedentarismo, parar de fumar é uma das estratégias mais importantes para reduzir o risco cardiovascular.

“Não importa se a pessoa fuma há cinco, 20 ou 40 anos, sempre é tempo de parar e cuidar da saúde. A dependência da nicotina pode ser difícil de vencer, por isso é importante buscar ajuda profissional e não desistir diante das dificuldades. Cada tentativa é um passo na direção de uma vida mais saudável, e o coração certamente agradece”, conclui a cardiologista.