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Bióloga e pesquisadora transformou o encontro com a espécie no Pantanal em um projeto de vida
O programa Personalidades da TV ALEMS, contou a história da bióloga, pesquisadora e professora Neiva Maria Robaldo Guede, um dos principais nomes d...
19/08/2026 16h15
Por: Redação Fonte: Assembleia Legislativa - MS

O programa Personalidades da TV ALEMS, contou a história da bióloga, pesquisadora e professora Neiva Maria Robaldo Guede, um dos principais nomes da conservação da arara-azul-grande no Brasil e no mundo. Há mais de três décadas, sua trajetória se confunde com a própria história de recuperação da espécie no Pantanal.

A relação de Neiva com a arara-azul começou em novembro de 1989, quando ela encontrou um bando dessas aves no Pantanal. Naquele período, a espécie enfrentava forte pressão provocada principalmente pela captura ilegal para o comércio, pela perda de habitat e por outras interferências humanas. A possibilidade de ver a arara-azul desaparecer da natureza transformou aquele encontro em uma missão pessoal e profissional. No ano seguinte, em 1990, nasceu o Projeto Arara Azul.

Desde o início, o trabalho foi além da proteção de uma única espécie. A compreensão de que conservar a arara-azul também significava preservar o Pantanal levou à construção de um projeto que reúne pesquisa científica, proteção do habitat, monitoramento, educação ambiental e envolvimento das comunidades e proprietários rurais. Ao longo de mais de três décadas, o Projeto Arara Azul desenvolveu técnicas de acompanhamento de ninhos e filhotes, manejo de cavidades naturais e instalação de ninhos artificiais.

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Essa última iniciativa se tornou uma das marcas do trabalho coordenado por Neiva, ampliando as possibilidades de reprodução da espécie em áreas onde existem poucas cavidades naturais adequadas. O projeto começou na Fazenda Nhumirim, no Pantanal da Nhecolândia, e posteriormente expandiu sua atuação para outras regiões do bioma e também para áreas de Cerrado em Mato Grosso do Sul. Atualmente, o Instituto Arara Azul desenvolve pesquisas que alcançam outras espécies que dividem o ecossistema pantaneiro, como araras-vermelhas, tucanos, gaviões, corujas e pato-do-mato.

Os resultados acumulados ao longo das décadas colocaram a iniciativa entre os exemplos mais importantes de conservação da fauna brasileira. O trabalho conduzido por Neiva e pelas equipes envolvidas no projeto contribuiu para a recuperação da população da arara-azul e para a mudança do cenário de ameaça enfrentado pela espécie no Brasil. Neiva Guedes revisita essa trajetória construída entre pesquisa, persistência e conservação ambiental e mostra como uma decisão tomada há mais de 30 anos ajudou a transformar a realidade de uma das espécies mais emblemáticas do Pantanal.

Assista completo pela TV ALEMS no canal 7.2 da tv aberta ou Youtube @assembleiams:

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