Geral São Paulo
Veja os municípios que recebem prevenção à violência contra meninas e mulheres em escolas estaduais
Iniciativa orientará estudantes do Ensino Médio e educadores sobre sinais de abuso e canais de denúncia
17/08/2026 18h55
Por: Redação Fonte: Secom SP

Nesta fase, delegadas de polícia irão a escolas de 56 municípios paulistas para conversar com estudantes do Ensino Médio, professores, gestores e demais servidores sobre como reconhecer situações de violência, buscar ajuda e acessar a rede de proteção.

Ao todo, serão 168 ações presenciais, com encontros em três escolas de cada município. Entre os assuntos abordados estão a Lei Maria da Penha, as diferentes formas de violência contra a mulher, sinais de alerta, mecanismos de proteção, rede de apoio e canais de denúncia.

Os 56 municípios que receberão as ações presenciais foram definidos a partir de dados da Secretaria da Segurança Pública sobre regiões com maior incidência de boletins de ocorrência relacionados à violência contra a mulher.

Com duração prevista de 24 meses, o Não se Cale Vai à Escola integra o SP Por Todas, movimento do Governo de São Paulo que reúne políticas voltadas à proteção, saúde e autonomia das mulheres.

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A iniciativa amplia a atuação preventiva do Estado ao aproximar a rede de ensino dos serviços de segurança e proteção e levar informação sobre violência de gênero para um espaço estratégico na formação de crianças, adolescentes e jovens.

Confira a lista das regiões contempladas na primeira fase

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Escola como espaço para identificação e acolhimento

Iniciativa voltada à prevenção e ao enfrentamento da violência contra mulheres e meninas no ambiente escolar, o Protocolo Não se Cale vai à Escola leva para a rede estadual de ensino os princípios do Protocolo Não se Cale, já adotado em bares, restaurantes, casas noturnas e grandes eventos, ampliando a cultura de acolhimento, orientação e proteção às vítimas de violência.

A iniciativa reforça o papel da escola como espaço estratégico para a identificação precoce de sinais de violência, o acolhimento adequado de vítimas, a orientação de estudantes e famílias e o encaminhamento seguro para a rede de proteção.

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A formação dos profissionais da educação será oferecida na modalidade EAD e abordará temas como violência contra a mulher, Lei Maria da Penha, identificação de sinais de violência, escuta qualificada, fluxos institucionais e encaminhamento para a rede de proteção. Professoras, professores, gestores escolares e equipes pedagógicas e administrativas poderão atuar como multiplicadores do conhecimento em suas unidades.

O protocolo também prevê a realização de palestras presenciais nas escolas, conduzidas por policiais civis especializados no enfrentamento à violência contra a mulher, especialmente profissionais das Delegacias de Polícia de Defesa da Mulher (DDMs). As atividades serão promovidas em períodos de mobilização e conscientização, ampliando o alcance das ações de prevenção e orientação à comunidade escolar.

Para os estudantes, especialmente do Ensino Médio, serão disponibilizados conteúdos educativos voltados à prevenção da violência de gênero, à promoção da cultura do respeito, aos direitos das mulheres, aos canais de denúncia e ao acesso à rede de proteção.

A iniciativa também prevê o compartilhamento bimestral de informações entre as secretarias envolvidas e a elaboração de relatórios anuais com indicadores de alcance, resultados e impactos das ações desenvolvidas.