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Do resgate à adoção: como é o tratamento dos animais até encontrarem um novo lar
A Clínica de Bem-Estar Animal realiza um processo de cuidados que acompanha os animais desde o resgate até a chegada a um novo lar Os animais resg...
01/08/2026 10h15
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Porto Velho - RO

Antes de encontrar uma família e começar uma nova história, muitos animais resgatados das ruas precisam enfrentar um longo caminho de recuperação. Ferimentos, infecções, anemia, parasitas e doenças transmitidas por carrapatos fazem parte da realidade encontrada pelas equipes de resgate. Para esses animais, o caminho até a adoção começa muito antes de chegar a uma nova casa.

Na Clínica de Bem-Estar Animal de Porto Velho, os animais resgatados passam por uma série de cuidados que vão desde a avaliação inicial e a realização de exames até tratamentos que podem durar semanas. A médica veterinária Karine Aires, responsável pelos resgates, explica que cada animal é avaliado individualmente assim que chega à unidade.

O primeiro passo é entender as condições em que aquele animal se encontra. Peso, possíveis infecções, anemia, ferimentos e doenças são investigados pela equipe para que seja possível definir o tratamento necessário.

“Quando ele chega na unidade ele é primeiramente pesado, depois ele já vem diretamente para a enfermagem. Na enfermagem é feito o acesso venoso, aplicação de medicações. Quando o animal está com infestação de miíase, que são as bicheiras, são retiradas, eu faço todo o protocolo, eu e as auxiliares, eu sempre estou presente, e eu coleto o exame de sangue. No exame de sangue a gente vê se o animal está com infecção, se está com anemia, se teve sugestivo de uma doença de carrapato, uma doença infecciosa, é realizado o tratamento”,explica Karine.

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São realizadas medicações injetáveis, dependendo da necessidade deles, explica Karine

Depois da avaliação inicial, os animais são encaminhados para as vagas de resgate da Clínica de Bem-Estar Animal, uma área de internação localizada nos fundos da unidade e destinada ao acompanhamento dos animais resgatados.

A partir desse momento, o histórico e o protocolo de cada paciente são repassados aos profissionais responsáveis pela internação. O tratamento continua de acordo com as necessidades de cada animal, que pode precisar permanecer sob cuidados veterinários por dias ou até semanas.

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“Eu passo todo o histórico dele e o protocolo para os doutores da internação, que também são responsáveis por cuidar dos animais do resgate. Eles são tratados, então, se houver alguma infecção, alguma mordida, eles são tratados frequentemente. São realizadas medicações injetáveis, dependendo da necessidade deles, às vezes por semanas, para controle de dor, antibióticos, até esse animal estar estabilizado”, conta a veterinária.

O processo pode ser ainda mais demorado quando o animal chega debilitado ou com uma grande quantidade de parasitas. Entre os casos encontrados estão animais infestados por carrapatos e que precisam passar por tratamento contra doenças transmitidas pelo parasita.

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Nessas situações, a recuperação exige paciência e acompanhamento constante. O objetivo não é apenas tratar os sintomas, mas garantir que o animal esteja suficientemente recuperado para seguir para a próxima etapa: a castração e, posteriormente, a adoção.

Processo pode ser ainda mais demorado quando o animal chega debilitado ou com uma grande quantidade de parasitas

“Alguns animais já vêm com parasitose, infestados de carrapatos, então é realizado o tratamento para a doença do carrapato, que é o tratamento mais longo, de quase um mês. Depois que esses animais estão estabilizados, com hematócritos sem anemia, eles são castrados e, após a castração, estão disponíveis para adoção”, explica Karine.

Para o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Arthur Borin, a participação da população é fundamental para que esse trabalho consiga transformar a realidade dos animais que vivem em situação de abandono.

“A adoção responsável é fundamental para mudar a realidade dos animais na cidade. Quando a população participa, a gente consegue avançar nesse trabalho”, afirma Arthur Borin.

A adoção, portanto, representa mais do que a saída de um animal da clínica. É o momento em que todo o esforço realizado durante o resgate e o tratamento pode ganhar um novo significado. Depois de enfrentar a rua, passar por exames, medicamentos, internação e, em alguns casos, semanas de recuperação, o animal finalmente tem a oportunidade de conhecer uma família.

O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, também destaca a importância da adoção responsável e das políticas públicas voltadas à causa animal. Em uma feira de adoção realizada pelo município, o prefeito ressaltou que cuidar dos animais também envolve empatia, saúde pública e responsabilidade da sociedade.

Léo Moraes destaca a importância da adoção responsável e das políticas públicas voltadas à causa animal

“Sempre nos importamos com a causa animal, não é de agora e não tem ficado só no papel. A gente entende que cuidar dos nossos bichinhos é uma questão de empatia, saúde pública e responsabilidade cívica. E a prefeitura tem feito várias iniciativas para o bem-estar de nossos animais”, afirmou Léo Moraes.

Agora, depois de todo esse caminho, chega a hora de escrever o próximo capítulo. No domingo, dia 2 de agosto, será realizada uma feira de adoção animal na Rua do Lazer. Os animais que passaram pelo processo de resgate, tratamento e recuperação estarão à espera de pessoas dispostas a oferecer aquilo que, muitas vezes, eles não tiveram quando estavam nas ruas: segurança, cuidado e um lugar para chamar de lar.

Mais do que encontrar um animal de estimação, quem participar da feira terá a oportunidade de transformar uma história marcada pelo abandono em uma história de recomeço.

Para Karine, que acompanha muitos desses animais desde os primeiros momentos após o resgate, a adoção representa justamente a conclusão de todo esse processo: a chance de que, depois de tanto sofrimento, eles finalmente encontrem uma família que os acolha com amor, responsabilidade e carinho.

“E o recado que eu dou é que todos aproveitem, tentem abrir o coração, deem uma oportunidade para eles, porque todos tiveram uma nova oportunidade de viver, de aproveitar a vida. E todos foram muito guerreiros de resistir, porque todos os resgatados estavam em uma situação muito crítica. Eles venceram, lutaram muito e agora estão aguardando uma família amorosa para eles”, finaliza Karine.

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Texto:Danillo Cardoso
Foto:Secom

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)