Entre os dias 11 e 23 de julho, Marabá receberá o Projeto Rondon, uma iniciativa de extensão universitária realizada desde 1967 e que é executada pelo Ministério da Defesa. Os ajustes de como se darão as ações do projeto foram discutidos na tarde desta terça-feira, 7, no auditório da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma). Será a 100ª Operação Carimbó realizada no âmbito do projeto.
Estiveram presentes representantes do Gabinete da Prefeitura, Secretaria Municipal de Educação (Semed), Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Secretaria Municipal de Turismo (Semtur), Secretaria Municipal e Indústria, Comércio e Mineração (Sicom), Semma e Secretaria Municipal de Comunicação (Secom). Questões de logística e hospedagem foram debatidas entre os presentes.
O chefe de Gabinete da Prefeitura de Marabá, Italo Ipojucan, pontuou que a versão atual do Projeto Rondon atua para reforçar ações em questões importantes cono saúde e educação, visando atenuar desigualdades.
“É com muito orgulho que a gente pode estar contribuindo, aderindo a esse projeto do Governo Federal, através do Exército, uma ação também complementada pelo governo estadual. E, por fim, o município como um agente terminal, onde as coisas se aplicam, onde a vida acontece. Essa ação vem exatamente ajudar a resgatar, a contribuir fortemente com a recuperação desses índices de desenvolvimento humano”, ressaltou.
O Projeto Rondon surgiu em 1967, com uma equipe formada por 30 universitários e dois professores, no então estado da Guanabara. Esse equipe deslocou-se até o Território Federal de Rondônia, com apoio das Forças Armadas. O projeto seguiu até 1989 e doi retomado em 2005 pelo Ministério da Defesa.
É uma ação que busca promover cidadania junto aos estudantes participantes e soluções sustentáveis que tenham impacto e promovam inclusão social junto a comunidades que precisem de iniciativas para o pleno desenvolvimento das diversas regiões do país.
Os rondonistas, como são chamados os voluntários, atuam em eixos como cultura, direitos humanos, justiça, educação e saúde; comunicação, meio ambiente, tecnologia e produção e trabalho; e comunicação social, com cobertura jornalística e produção audiovisual. Durante o período de execução do projeto, são realizadas oficinas e outras ações voltadas para esses eixos.
São mais de 1400 municípios atendidos e mais de 27 mil rondonistas que passaram pelo projeto.
“Essa parceria trabalha de maneira sinérgica junto com essa população em risco social e vulnerabilidade. Significa que nós estamos trazendo instituições de ensino superior capacitadas para trabalharem em três pilares, que nós entendemos mais importantes: qualidade de vida, acesso a conhecimento e oportunidades”, explicou o coronel Euclides Soljenitsin Araújo, coordenador do Projeto Rondon.
Com a reunião e, a partir de dados das secretarias, serão definidos o público-alvo das ações e quais serão as áreas atendidas em Marabá.
O professor Getúlio Maros, do curso de Administração Pública, da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), é o coordenador do eixo sobre Direitos Humanos e Justiça, Cultura, Saúde e Educação. Ele compartilhou sobre como será a atuação de sua equipe.
“As expectativas são as melhores possíveis. As oficinas estão sendo adaptadas junto ao secretariado de Marabá para serem o mais adequadas possíveis à realidade local. Estão sendo bem ajustadas para que elas sejam adequadas à realidade específica de Marabá”, comentou.
A cerimônia de abertura do Projeto Rondon acontecerá no dia 10 de julho, sexta-feira, no Carajás Centro de Convenções, e contará com os 368 rondonistas que participam neste ano.
A gestão municipal atuará na logística, alimentação e também na garantia de alojamento para as equipes durante a execução do projeto em Marabá.
Texto: Ronaldo Palheta
Fotos: Paulo Sérgio Santos
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