Cidades Brasilândia - MS
Luana Mendes: "Ser mulher preta é ser resistência, força e resiliência
A vida de Luana Mendes Norberto é feita de desafios, perdas e recomeços. Mas também é feita de força, de amor e de uma resiliência que poucos conhe...
06/07/2026 12h18
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Brasilândia - MS

A vida de Luana Mendes Norberto é feita de desafios, perdas e recomeços. Mas também é feita de força, de amor e de uma resiliência que poucos conhecem. Aos 29 anos, esta brasilandense de nascimento é mãe solo da pequena Betina, de 1 ano e 5 meses, e carrega consigo uma história de superação que inspira.

Em entrevista ao nosso portal, Luana compartilhou sua trajetória, suas dores e suas conquistas. Ela é a prova viva de que, mesmo diante das adversidades, é possível sonhar e realizar.

UMA VIDA DE SUPERAÇÃO

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Luana é diabética tipo 1, condição que exige cuidados diários e disciplina. Mas isso nunca foi um impeditivo para que ela buscasse seus sonhos. Aos 14 anos, ela representou o estado de Mato Grosso do Sul em um campeonato brasileiro de vôlei mirim – uma conquista que até hoje guarda com orgulho.

No entanto, a vida também lhe reservou momentos de dor. Ela sofreu a perda de um filho em período gestacional avançado. Uma dor que, segundo ela, nunca se apaga, mas que a ensinou a valorizar ainda mais a vida e a lutar por seus sonhos.

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"Hoje realizei meu sonho de ser mãe. A Betina é a minha maior conquista, a minha razão de viver", emociona-se.

SER MULHER PRETA

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Para Luana, ser mulher preta é sinônimo de resistência, força e resiliência.

"Ser mulher preta é ser resistência, força e resiliência. É saber que a nossa luta é constante, mas também é saber que a gente pode chegar onde quiser, desde que acredite em si mesma", afirma.

Ela deixa uma mensagem para outras mulheres negras que, assim como ela, enfrentam desafios diários:

"Não desistam, perseverem. A nossa luta é constante, mas cada passo que a gente dá é uma vitória. Não importa quantas vezes você caia, o importante é sempre se levantar."

JULHO DAS PRETAS

Sobre o Julho das Pretas, Luana vê a iniciativa como uma oportunidade de dar visibilidade às mulheres pretas do município.

"É uma iniciativa que apareceu a pouco tempo para nós aqui no município, mas que visa mostrar nossas mulheres pretas em destaque na nossa cidade. É importante que a gente seja vista, que a gente seja ouvida e que a gente ocupe os espaços que merecemos", diz.

UMA CONVERSA COM A MENINA QUE UM DIA FOI

Se pudesse conversar com a menina que um dia foi, Luana diria:

"Continue, você se tornará uma grande mulher. Não desista dos seus sonhos, mesmo quando tudo parecer difícil. Acredite em você."

O LEGADO E A ESPERANÇA

O legado que Luana deseja deixar é a esperança de uma sociedade mais igualitária e sem rótulos.

"Eu quero que as próximas gerações encontrem um mundo onde não sejam julgadas pela cor da pele, pelo gênero ou pelas condições que têm. Um mundo onde todos tenham as mesmas oportunidades", afirma.

O QUE A MANTÉM DE PÉ

Quando perguntada sobre o que a faz continuar acreditando e lutando diariamente, Luana responde sem hesitar:

"Vem da força dos meus familiares, de não deixar a peteca cair. Eles são a minha base, o meu porto seguro. E, claro, a minha filha Betina – ela é a minha maior motivação para seguir em frente."

Fonte:Assessoria de Imprensa

Autor:Assessoria de Imprensa

Local:Brasilândia (MS)