Cultura Mato Grosso do Sul
Governo do Estado consolida políticas públicas e amplia o acesso à cultura em Mato Grosso do Sul
Com investimentos em fomento, descentralização das ações, preservação do patrimônio e fortalecimento da economia criativa, Fundação de Cultura ampl...
03/07/2026 06h41
Por: Redação Fonte: Secom Mato Grosso do Sul

Com investimentos em fomento, descentralização das ações, preservação do patrimônio e fortalecimento da economia criativa, Fundação de Cultura amplia o alcance das políticas culturais em todas as regiões do Estado

Os primeiros seis meses de 2026 foram marcados pelo fortalecimento das políticas públicas de cultura. Por meio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), o Governo do Estado promoveu uma agenda de ações que valorizou a identidade sul-mato-grossense e alcançou artistas, produtores, gestores culturais e a população dos 79 municípios.

O período foi pautado por três frentes complementares de atuação: o fortalecimento do fomento cultural, com o lançamento de 22 editais e chamamentos públicos e novos investimentos; a descentralização das ações, levando programação artística a diferentes regiões do Estado; e a qualificação da infraestrutura cultural, com a modernização de equipamentos públicos, iniciativas de preservação da memória e programas permanentes de formação.

Cultura para todo o Estado

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Um dos destaques do semestre foi o Circula Cultura MS, que percorreu 42 municípios, alcançou cerca de 25 mil pessoas e reuniu mais de 200 apresentações artísticas. Com mais de 110 atrações locais, o projeto valorizou artistas sul-mato-grossenses, fortaleceu manifestações culturais e movimentou a economia criativa em diferentes regiões do Estado.

A iniciativa levou atividades socioculturais, educativas e de conscientização por meio de uma carreta-palco adaptada para apresentações artísticas. Em cada município, a programação foi construída a partir das características locais, reunindo música, dança, teatro, circo, capoeira e manifestações da cultura popular.

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"O Circula mostrou que a arte precisa chegar onde as pessoas estão, valorizando talentos locais, fortalecendo tradições e movimentando a economia criativa dos municípios. Para nós, da Fundação de Cultura, esse resultado representa um compromisso cumprido com a descentralização das políticas culturais, ampliando o acesso e criando oportunidades para artistas, produtores e trabalhadores da cultura no interior."

Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul
Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul
Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul

Fotos: Arquivo FCMS

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A política de descentralização também ganhou força com o Festival América do Sul 2026. Entre os dias 14 e 17 de maio, Corumbá reafirmou sua vocação como território de integração cultural ao reunir artistas brasileiros e sul-americanos em uma programação gratuita e diversa. O festival levou milhares de pessoas às ruas, praças, escolas e espaços culturais da cidade.

Os shows nacionais reuniram grande público, com destaque para o encerramento realizado por Dilsinho, que atraiu cerca de 20 mil pessoas. Marcelo D2 e Dennis DJ também integraram a programação, que foi além dos grandes palcos ao ocupar tendas, associações, escolas, praças e espaços públicos com apresentações de música, teatro, dança, literatura, artes visuais e manifestações populares.

Fomento e diversidade cultural

O primeiro semestre também consolidou a política de fomento cultural. Foram lançados 22 editais e chamamentos públicos voltados às áreas de cultura comunitária, patrimônio, formação, literatura e audiovisual, além da continuidade da execução dos editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) iniciados no ciclo anterior.

Entre as ações de maior alcance está o edital Cultura Viva, que selecionou 11 Pontos de Cultura para receber R$ 90 mil cada, totalizando R$ 990 mil em investimentos destinados ao fortalecimento da cultura comunitária. Com recursos da PNAB, a iniciativa amplia o acesso da população aos bens e serviços culturais e fortalece organizações que atuam diretamente nos territórios.

No audiovisual, a Fundação estruturou o programa Rota Cine MS, voltado ao fortalecimento da cadeia produtiva do setor na Capital e no interior. O programa prevê a implantação do circuito itinerante Cine Câmara em 40 municípios, ações culturais e exposições no Museu da Imagem e do Som (MIS), oficinas de qualificação profissional, implantação de um estúdio público para produtores audiovisuais e o fortalecimento da Pantanal Film Commission.

>Foto: Saul Schramm/Secom/Arquivo

Também foram lançados três editais específicos para o audiovisual, somando R$ 1 milhão em investimentos destinados à produção, difusão de obras e participação de profissionais sul-mato-grossenses em festivais.

Patrimônio, memória e formação

A preservação da memória e a democratização do acesso ao patrimônio cultural também marcaram o semestre. Um dos principais destaques foi a reabertura do Museu da Imagem e do Som (MIS), que voltou a receber visitantes após a revitalização de seus espaços. O equipamento passou a oferecer melhores condições para exposições, atividades educativas e preservação do acervo audiovisual, reafirmando seu papel como referência na difusão da memória cultural sul-mato-grossense.

As ações de preservação também contemplaram museus, arquivos e bibliotecas comunitárias. Por meio de edital financiado pela Política Nacional Aldir Blanc, a Fundação destinou R$ 440 mil para 15 projetos voltados ao fortalecimento institucional, organização de acervos, preservação documental e ampliação do acesso público ao patrimônio cultural.

Os investimentos reforçaram o Sistema Estadual de Museus e beneficiaram instituições comunitárias e privadas responsáveis pela guarda de importantes acervos históricos e culturais.

Na área da gestão documental, o Arquivo Público Estadual promoveu a Semana Nacional de Arquivos, reunindo pesquisadores, estudantes e profissionais em palestras, oficinas e atividades voltadas à valorização dos acervos históricos e à preservação da memória coletiva.

Outra iniciativa estruturante foi a implantação da ação Arte e Cultura na Educação de Tempo Integral, com oficinas e atividades artísticas aos estudantes da Rede Estadual de Ensino. A proposta fortalece o acesso à formação cultural desde a infância e amplia o papel da arte como instrumento de desenvolvimento humano, criatividade e valorização da identidade sul-mato-grossense.

Economia criativa e desenvolvimento

A Fundação também avançou no mapeamento da Economia Criativa de Mato Grosso do Sul, reunindo informações sobre profissionais, empreendedores e cadeias produtivas culturais em todas as regiões do Estado. Os dados servirão de base para a elaboração de políticas públicas voltadas ao fortalecimento do setor, à geração de renda e à ampliação das oportunidades para trabalhadores da cultura.

Ao longo do semestre, a valorização da produção cultural também alcançou a literatura, o patrimônio, o audiovisual e as manifestações populares, reafirmando a cultura como vetor de desenvolvimento econômico, inclusão social e fortalecimento da identidade sul-mato-grossense.

"As ações desenvolvidas ao longo deste primeiro semestre demonstram que Mato Grosso do Sul consolida uma política pública de cultura cada vez mais abrangente e estruturada. Avançamos no fomento à produção cultural, fortalecemos nossos equipamentos públicos, ampliamos o acesso da população às atividades culturais e chegamos a todas as regiões do Estado. Esse conjunto de iniciativas reafirma nosso compromisso de fazer da cultura um instrumento de cidadania, desenvolvimento e valorização da identidade sul-mato-grossense", avalia o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes.

Comunicação Setesc
Foto de capa: Saul Schramm/Secom/Arquivo