Geral Mato Grosso do Sul
Com investimentos, integração e planejamento, MS prepara logística para futuro promissor
Levar nossas riquezas para outros lugares, países ou até dentro do Estado, requer uma logística eficiente, qualificada e preparada para atender o d...
02/07/2026 23h21
Por: Redação Fonte: Secom Mato Grosso do Sul

Levar nossas riquezas para outros lugares, países ou até dentro do Estado, requer uma logística eficiente, qualificada e preparada para atender o desenvolvimento regional. Com esta missão o Governo do Estado promove uma série de ações para modernizar e promover a integração dos meios de transporte para o futuro, seja pelas estradas, trilhos, aviação ou nos grandes rios que cortam Mato Grosso do Sul.

Para conquistar este ambiente promissor estão sendo feitos grandes investimentos públicos, parcerias com a iniciativa privada, além de estudos e planejamento de médio e longo prazo. O Estado que cresce acima da média nacional e atrai capital privado bilionário precisa criar as condições adequadas para que estas oportunidades e desenvolvimento possam beneficiar a população.

“Estamos fazendo nosso dever de casa, ao qualificar e preparar nossa logística para o futuro. Só desta forma vamos acompanhar e suprir as demandas deste crescimento exponencial do Estado, que reflete diretamente na qualidade de vida das pessoas. Para isto temos ações e investimentos imediatos e um planejamento promissor para os próximos anos. Não podemos parar, precisamos impulsionar a economia e criar oportunidades a nossa gente”, afirmou o governador Eduardo Riedel.

>Governador Eduardo Riedel durante discurso em Sonora (Foto: Bruno Rezende/Secom-MS)

O secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Artur Falcette, explicou que o foco principal é promover a integração dos modais, para que em um planejamento coletivo os resultados sejam melhores, ao invés de tratar cada um de forma isolada.

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“A gente precisa justamente fazer essa transição de deixar de olhar os modais isoladamente e incorporar o conceito de logística, que é olhar para todos juntos, identificando quais são as interseções e sobrepor isso ao plano de desenvolvimento do Estado. Aonde cada área está crescendo, qual está expandindo, onde as indústrias estão se instalando para que a gente possa ter eficiência na logística”, ponderou.

Este planejamento integrado já está em andamento pelo Estado. “Assim olhamos as hidrovias, ferrovias, rodovia e os aeródromos para formarmos uma malha integrada, que possa dar competitividade ao nosso Estado. Esse é um dos fatores que depois da transição da reforma tributária, quando terminarem os incentivos fiscais, vai ser preponderante para atrair investimentos, com uma logística e competitividade real”, completou Falcette.

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>Secretário estadual da Semadesc, Artur Falcette (Foto: Álvaro Rezende/Secom-MS)

Planejamento eficiente

Uma das principais ferramentas do Estado é um planejamento eficiente dos investimentos nos modais de transporte. Já está em fase de elaboração o novo Plano Estadual de Logística e Transportes (PELT). Este documento será uma atualização de dados e perspectivas que tem como objetivo orientar o Estado sobre as prioridades e necessidades (investimentos) nos transportes, para promover a integração e tornar estes meios mais dinâmicos e abrangentes.

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Este estudo vai contemplar toda movimentação de cargas e de pessoas em todos os modais de transporte, incluindo aeroportos, ferrovias, portos, rodovias, terminais logísticos e vias navegáveis do Estado. O plano permitirá a análise das capacidades atuais e futuras dos modais.

>Governo prepara plano sobre transporte de produtos de MS (Foto: Álvaro Rezende/Secom-MS)

“Ele será de extrema importância para gente entender o planejamento do futuro da logística do Estado, que é complexa. Tudo que roda nas nossas estradas, aviões, portos e trilhos tem relação direta com a nossa produção, que cresceu demais e tem uma diversidade muito grande. Precisamos fazer a interligação com as indústrias e o escoamento dos produtos. Estado precisa estar preparado para o futuro”, descreveu Luís Eduardo Costa, assessor de logística da Semadesc.

O PELT/MS deve priorizar carteiras de projetos, sincronizar obras e serviços com as demandas de escoamento do agronegócio, da indústria de base florestal e mineral, do turismo e da integração fronteiriça, analisar as capacidades dos modais, bem como com os objetivos de competitividade, sustentabilidade e atração de investimentos do Estado.

O plano está sendo organizado pela EPE (Escritório de Parcerias Estratégicas), junto com a Semadesc e Seilog (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de MS), dentro do programa Rodar MS. A expectativa é que este documento possa nortear as ações do Estado nos próximos anos.

>Rodovia MS-223 pavimentada pelo Governo do Estado (Foto: Saul Schramm/Secom-MS)

Rodovias modernas

Principal meio de transporte do Estado, a malha rodoviária está sendo preparada para estar em boas condições e assim atender o escoamento da produção, reduzir distâncias, promover segurança aos motoristas e assim impulsionar a economia regional.

O Governo do Estado promove grandes investimentos para melhorar e qualificar as rodovias estaduais. A previsão é que 5.988 km da malha (rodoviária) esteja pavimentada até o final deste ano. Benefícios diretos à população e para economia regional.

>Rodovia MS-338 liga Ribas do Rio Pardo a Camapuã (Foto: Saul Schramm/Secom-MS)

De 2023 até o final de 2026 serão pavimentados 857 km de novas rodovias (estaduais), executados nesta atual gestão. Nos próximos quatro anos (2030) o Estado pode conquistar um feito inédito, que é inverter o cenário, tendo malha pavimentada estadual (6.660 km) superior a não pavimentada (5.940 km). Quem ganha com isto não é apenas a economia e sim o benefício direto à população.

“Estamos promovendo a maior transformação da malha rodoviária estadual das últimas décadas. Esse planejamento estratégico é resultado de uma visão de Estado que entende a infraestrutura como base para o desenvolvimento econômico e social. Estradas pavimentadas reduzem custos logísticos, atraem investimentos privados e, acima de tudo, mudam a vida das pessoas", afirmou o secretário de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara.

>Aeródromo de Maracaju inaugurado neste ano (Foto: Bruno Rezende/Secom-MS)

Expansão dos aeródromos

Os grandes desafios também são pelo ar. O Governo de Mato Grosso do Sul desenvolve um desafiador plano logístico aeroviário, com grandes investimentos nos aeroportos, tendo previsão de R$ 250 milhões até o final de 2026. O objetivo é qualificar esta infraestrutura para receber mais turistas, atrair novos capitais privados e assim gerar empregos e renda ao cidadão.

Esta nova realidade já teve grandes frutos nos últimos anos. Desde 2023 já foram investidos R$ 140 milhões do Estado. Oito aeródromos que estavam inoperantes passaram a receber pousos de colagens e sete aeroportos já atendem voos diurnos e noturnos.

>Aeródromo de Inocência inaugurado em abril do ano passado (Foto: Saul Schramm)

As perspectivas são positivas, com grandes projetos previstos. Entre eles está a ampliação do Aeroporto Santa Maria (Campo Grande), além do balizamento noturno nos aeródromos de Porto Murtinho, Inocência, Paranaíba, Coxim, Naviraí, Maracaju, Nova Andradina e Jardim.

A região do Pantanal também será contemplada (Porto São Pedro e Nhecolândia), além de projetos para aeródromos em Amambai, Ribas do Rio Pardo, Aquidauana, Iguatemi e Mundo Novo.

Retomada e ampliação

A integração entre os modais abre espaço para ampliação da malha ferroviária e hidroviária no Estado. Além dos investimentos estaduais, este contexto envolve a parceria com a iniciativa privada e as discussões importantes para novas concessões federais, como no caso da Malha Oeste.

Um dos grandes projetos para o Estado é a reativação da Malha Oeste, que corta 600 quilômetros de Mato Grosso do Sul. Ela conecta Corumbá (MS) a Mairinque (SP). Ela poderá levar nossos produtos aos mercados nacionais e internacionais, inclusive dando competitividade aos produtos locais, reduzindo custos de transporte. No momento o Ministério dos Transportes faz um estudo para nova concessão do trecho.

“Nós temos um grande desafio histórico que é a recuperação e a volta das operações da Malha Oeste. Enquanto a concessão (federal) está em elaboração, dá tempo para o Estado se preparar e estudar a melhor esta situação por meio do nosso plano estadual”, observou Luís Eduardo Costa.

>Retomada da malha ferroviária é um dos desafios de MS (Foto: Saul Schramm/Secom-MS)

Outro projeto que está no papel é a Nova Ferroeste, que vai conectar o Sudoeste de MS até o Porto de Paranaguá (PR) à região de Maracaju, facilitando a exportação dos produtos regionais. Ela ainda poderá ter ramais que ligam Cascavel e Chapecó.

Fruto da expansão da celulose no Estado, as grandes empresas também começam a investir nos seus próprios ramais ferroviários. A Arauco lançou neste ano a primeira 'short line' (linhas férreas de pequeno porte, fazendo a ligação de pequenas distâncias, geralmente atendendo fábricas em específico ou núcleos industriais) do Brasil. A nova ferrovia terá 54 km, interligando a fábrica de Inocência à Malha Norte, operada pela Rumo atualmente. 

>Arauco lançou a pedra fundamental do seu ramal ferroviário (Foto: Álvaro Rezende/Secom-MS)

Já em relação as hidrovias, o foco é ampliar as atividades nos dois principais rios que cortam o Estado, o Paraguai e o Paraná. Eles serão importantes para o escoamento da produção. A atividade já é desenvolvida em ambos, mas o objetivo é melhorar o que já existe.

Os principais portos continuam em Corumbá e Porto Murtinho, por isso a meta é que haja uma estratégia bem definida para os próximos anos, sempre levando em conta os trabalhos harmônicos entre as atividades econômicas e o respeito e cuidado com o meio ambiente.  

>Transporte de produtos no Pantanal de MS (Foto: Álvaro Rezende/Secom-MS)

Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS
Foto da capa: Álvaro Rezende/Secom-MS