Geral Rondônia
Governo de RO integra forças para qualificar diagnóstico e resposta rápida contra arboviroses
AOficina Vigilância em Saúde na Atenção Primária (APS) encerrou as atividades na quarta-feira (1º), em Ji-Paraná, após dois dias de intensas ativid...
02/07/2026 20h41
Por: Redação Fonte: Secom Rondônia

AOficina Vigilância em Saúde na Atenção Primária (APS) encerrou as atividades na quarta-feira (1º), em Ji-Paraná, após dois dias de intensas atividades voltadas ao fortalecimento da saúde pública municipal. O treinamento é uma iniciativa do governo de Rondônia, promovido pela Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa/RO) e pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), em parceria com o Ministério da Saúde (MS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). O foco central foi a unificação dos processos de trabalho e a descentralização do atendimento para agilizar a detecção precoce de arboviroses, a exemplo do vírus da Chikungunya, superando gargalos estruturais em prol do fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado.

A estratégia busca estabelecer um alinhamento robusto entre as esferas governamentais, respeitando as particularidades de cada localidade. Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a iniciativa consolida o compromisso da gestão com a eficiência. “A missão do governo é aproximar a saúde de cada rondoniense, respeitando as diversidades regionais. Com ferramentas integradas e planejamento, transformamos a saúde pública de Rondônia em um sistema ainda mais ágil, resolutivo e preparado para atender a população”, salientou.

O diretor-geral da Agevisa/RO, Gilvander Gregório de Lima, destacou o foco prioritário nas regiões central e de fronteira. “A busca pela eficiência logística e pela superação de gargalos estruturais é fundamental. Precisamos aperfeiçoar o monitoramento e pronta resposta a crises sanitárias no estado. E a melhor forma é integrar a atenção primária e a vigilância epidemiológica.”

FLUXO DE ATENDIMENTO

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Qualificação trouxe clareza sobre informação entre as equipes de campo e a assistência interna

Para estruturar a rede de maneira eficiente, foram utilizados estudos de casos práticos baseados em situações reais do cotidiano das Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Segundo a enfermeira coordenadora de Atenção Primária à Saúde da Sesau, Tamires Oliveira, as soluções foram construídas de forma coletiva. “Os grupos também trabalharam no desenho de fluxos simples de comunicação semanal e no uso de canais rápidos e de telessaúde para que alertas emitidos em áreas isoladas alcancem a regulação de urgência de forma imediata”, explicou.

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MONITORAMENTO TÁTICO

A cooperação técnica e o disparo de ações integradas no território são fundamentais para que o monitoramento de dados se converta em cuidado efetivo diretamente na ponta do sistema. De acordo com o coordenador do CIEVS, Eduardo Honda, a agilidade na notificação qualifica a atuação tática das equipes locais. “O CIEVS atua como o gatilho tático para conter surtos. Esta oficina em Ji-Paraná é fundamental para capacitar os municípios da região central e de fronteira na identificação oportuna de casos de arboviroses, garantindo que os dados notificados retornem imediatamente em ações de bloqueio vetorial no território”, frisou.

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ALINHAMENTO

Para os profissionais que lidam diretamente com o fluxo de atendimento nos municípios, a qualificação trouxe clareza sobre como solucionar desencontros de informação entre as equipes de campo e a assistência interna. A enfermeira Maria Letícia Mesquita, coordenadora da APS de Alto Alegre dos Parecis, relatou que “analisar casos como o do paciente crônico que chega à UBS com sequelas articulares graves nos fez perceber como o diálogo semanal entre o Agente Comunitário de Saúde (ACS) e o Agente de Combate às Endemias (ACE) é vital para mapear e agir antes que o surto se espalhe.”

Fonte
Texto: Andreia Fortini
Fotos: Pedro Adilon
Secom - Governo de Rondônia