A história não se preserva sozinha. Ela depende da dedicação de homens e mulheres que escolhem transformar documentos, relatos e memórias em conhecimento acessível à sociedade.
Em Lauro de Freitas, essa missão vem sendo desempenhada, há anos, pelo professor, historiador e produtor cultural Coriolano Oliveira Filho.
Seu trabalho de pesquisa sobre a Independência da Bahia, especialmente sobre a participação da antiga Santo Amaro de Ipitanga, tem contribuído significativamente para ampliar o reconhecimento da importância de Lauro de Freitas e dos municípios do Recôncavo Norte nesse processo histórico.
Ao lado de pesquisadores como Diego Copque e de diversos historiadores da região, Coriolano participou da construção de um movimento que resultou na inclusão oficial do Recôncavo Norte no percurso do Fogo Simbólico do 2 de Julho, conquista consolidada a partir de 2023.
Mas sua atuação vai além desse reconhecimento institucional.
Há anos, Coriolano dedica-se ao estudo da vida e da obra de José Álvares do Amaral, importante memorialista baiano, além de pesquisar personagens como João Ladisláu de Figueiredo e Mello e a participação dos engenhos da região nas batalhas pela Independência.
Sua atuação também se estende à Academia de Letras e Artes de Lauro de Freitas (ALALF), ao Rotary Club de Lauro de Freitas e ao Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), instituições nas quais desenvolve ações voltadas para a preservação do patrimônio material e imaterial do município.
Em diversas oportunidades, o professor tem chamado atenção para uma realidade preocupante: muitos moradores desconhecem a importância histórica da própria cidade.
Por isso, defende que o incentivo às pesquisas, à educação patrimonial e à democratização do conhecimento seja prioridade.
Como ele próprio afirma:
"O conhecimento é a arma do povo. É preciso conhecer para pertencer, para fazer parte e para proteger."
Essa talvez seja a maior contribuição de seu trabalho: transformar a pesquisa histórica em instrumento de pertencimento, cidadania e valorização da memória coletiva.
O reconhecimento conquistado pelo Recôncavo Norte nas comemorações do 2 de Julho demonstra que a história continua viva quando existem pessoas dispostas a pesquisá-la, preservá-la e compartilhá-la.
Mais do que recuperar fatos do passado, Coriolano Oliveira Filho ajuda a construir um futuro em que Lauro de Freitas ocupe, definitivamente, o lugar que lhe cabe na história da Independência da Bahia.