Especiais Bahia - 2 de Julho
Preservar a história também é dever do poder público.
Lauro de Freitas precisa transformar sua rica trajetória histórica em políticas permanentes de preservação da memória e da identidade cultural.
29/06/2026 10h01 Atualizada há 4 horas
Por: Redação Fonte: Coriolano Oliveira Filho
Ruínas do Engenho Japara em terras de Lauro de Freitas, uma riqueza arqueológica. Foto Arquivo público.

O reconhecimento da participação de Lauro de Freitas na Independência da Bahia representa uma conquista histórica. Entretanto, esse avanço precisa ser acompanhado por ações concretas de preservação do patrimônio histórico e cultural do município.

Ainda hoje, grande parte da população desconhece que a antiga Santo Amaro de Ipitanga participou diretamente das lutas pela Independência, acolheu combatentes, enviou soldados e abrigou importantes engenhos, entre eles o Engenho Caji, utilizado como pouso pelas tropas do general Pedro Labatut.

Essa realidade evidencia um problema que vai além do desconhecimento histórico. Revela a ausência de políticas públicas permanentes voltadas para a preservação da memória local.

Lauro de Freitas possui uma história rica, mas essa riqueza ainda não está plenamente incorporada ao cotidiano da cidade. Faltam investimentos em pesquisas, organização de arquivos históricos, inventários dos bens culturais, criação de memoriais, exposições permanentes e programas de educação patrimonial.

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As leis de proteção ao patrimônio existem nas esferas federal, estadual e municipal. O desafio está em transformá-las em ações efetivas.

Preservar a história não é apenas conservar documentos ou edifícios antigos. É fortalecer a identidade coletiva, despertar o sentimento de pertencimento e formar cidadãos conscientes do valor de sua própria trajetória.

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A sociedade civil, pesquisadores e instituições culturais vêm cumprindo esse papel há muitos anos. Agora, espera-se que o poder público assuma essa responsabilidade como política permanente de Estado, e não apenas como ação pontual.

Uma cidade que conhece seu passado constrói um futuro mais sólido. Uma cidade que esquece sua história perde, pouco a pouco, a própria identidade.

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Investir em memória é investir em cidadania.