Especiais Bahia / 2 de Julho.
Consuelo Pondé de Sena e o reconhecimento histórico do Recôncavo Norte.
A historiadora abriu caminho para valorizar a contribuição de Lauro de Freitas e de seus personagens na construção da memória da Independência da Bahia.
27/06/2026 20h17
Por: Redação Fonte: Coriolano Oliveira Filho
João Ladislau de Fiqueredo e Mello. Imagem do arquivo público.

A preservação da memória histórica depende, sobretudo, daqueles que se dedicam a pesquisar, registrar e divulgar os acontecimentos que moldaram a identidade de um povo. Entre esses nomes, destaca-se a historiadora Consuelo Pondé de Sena, professora, pesquisadora e ex-presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), cuja atuação foi decisiva para manter viva a história baiana.

Em artigo publicado no Jornal A Tarde, em 20 de fevereiro de 1999, no Caderno 1, página 8, na coluna Opinião, sob o título "Sobre um autor antigo", Consuelo Pondé prestou uma homenagem a um personagem que, até hoje, permanece pouco conhecido do grande público: José Álvares do Amaral, filho da antiga Santo Amaro de Ipitanga, atual Lauro de Freitas.

Em tom de profundo respeito pela história, escreveu:

“Nos momentos de trégua, quando se me aliviaram as tensões, retorno a velhos livros, desses que os novos nem sabem da existência. Hoje, quero lembrar o Resumo Chronologico e Noticioso da Província da Bahia — desde seu descobrimento em 1500, da autoria de J.A.A. (José Álvares do Amaral)."

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Mais do que recordar uma obra, Consuelo Pondé chamava a atenção para a importância de um intelectual que ajudou a registrar a formação histórica da Bahia e cuja contribuição merece ocupar lugar de destaque na memória estadual.

Esse reconhecimento também fortalece a compreensão da importância de Lauro de Freitas e do Recôncavo Norte no processo da Independência da Bahia. Ao valorizar José Álvares do Amaral, a historiadora também lançava luz sobre um território que, por muito tempo, permaneceu à margem da narrativa oficial.

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Hoje, quando o Recôncavo Norte integra oficialmente o percurso do Fogo Simbólico do 2 de Julho, é justo reconhecer que pesquisadores como Consuelo Pondé de Sena contribuíram para criar as bases desse processo de valorização histórica.

A memória coletiva não se constrói apenas nos campos de batalha. Ela também nasce nas bibliotecas, nos arquivos, nas pesquisas e nas páginas dos jornais. Foi exatamente esse legado que Consuelo Pondé de Sena ajudou a deixar para as futuras gerações.

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A passagem do Fogo Simbólico por Lauro de Freitas e outros estudos foram fruto de pesquisas financiadas pelo Projeto Cultural da Barraca da Gávea. E a compra da casa da Lapinha foi iniciativa do ilustre José Alves do Amaral.