Geral CAPITULAÇÃO
O “XEQUE-MATE” DO IRÃ CONTRA O GOVERNO TRUMP LEVOU À CAPITULAÇÃO DOS ESTADOS UNIDOS.
A guerra desencadeada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã fez com que o Irã promovesse o fechamento do Estreito de Ormuz.
23/06/2026 00h17
Por: Colunista Fonte: Fernando Alcoforado*
Imagem com recurso de IA.

Fernando Alcoforado*

No dia 23/04/2026, publicamos o artigo “O ‘xeque-mate’ iraniano contra o governo Trump”, quando afirmamos que  o Irã estava dando um “xeque-mate” no governo Trump dos Estados Unidos, que buscava desesperadamente um acordo de paz com os iranianos o mais rapidamente possível para impedir que aumentassem ainda mais os danos sobre a economia mundial, a economia dos Estados Unidos e sobre sua popularidade entre os norte-americanos. Neste artigo, afirmamos que, no jogo de xadrez, o “xeque-mate” é a condição de vitória que encerra a partida imediatamente que ocorre quando o Rei de um dos jogadores está sob ataque direto (em xeque) e não possui nenhuma escapatória, como foi o caso do recente conflito entre os Estados Unidos e o Irã. No artigo supracitado, afirmamos que a analogia entre o jogo de xadrez e a guerra no Irã é a de que o governo Trump seria o “Rei” do jogo de xadrez que estava sendo ameaçado por um “xeque-mate” pelo governo iraniano. A guerra desencadeada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã fez com que o Irã promovesse o fechamento do Estreito de Ormuz que resultou no aumento do preço do petróleo, do gás natural e de fertilizantes no mercado mundial, no comprometimento das cadeias globais de valor, a queda na atividade produtiva mundial e no aumento das taxas de inflação em todos os países do mundo, os quais contribuíram para se consumar o “xeque-mate” iraniano contra o governo Trump dos Estados Unidos, que não teve outra alternativa senão capitular diante do governo do Irã.

O “xeque-mate” do governo iraniano contra o governo Trump ocorreu com a adoção de duas estratégias:1) o fechamento do Estreito de Ormuz para navios de países inimigos do Irã que impactou negativamente sobre a economia mundial, inclusive a dos Estados Unidos, com a cessação do suprimento de 20% a 30% do petróleo mundial, cerca de 20% do GNL (Gás Natural Liquefeito) e 40% das exportações mundiais de ureia, 30% da amônia, 24% dos fosfatos e 50% do enxofre utilizados na fabricação de fertilizantes; e, 2) o bombardeio iraniano de Israel e bases militares e instalações norte-americanas existentes no Oriente Médio (Catar, Kuwait, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Jordânia e Iraque)  com o uso de mísseis e drones. Cabe destacar que os Estados Unidos mantêm cerca de 19 bases e instalações militares estratégicas no Oriente Médio, sendo 8 sob controle direto dos Estados Unidos e 11 operadas em parceria com nações anfitriãs que operam para combater grupos extremistas e servir de contenção contra o Irã. Na tentativa de neutralizar o “xeque-mate” iraniano, Trump promoveu desesperadamente um bloqueio naval no golfo de Oman que se localiza após o Estreito de Ormuz para impedir a passagem de navios iranianos e de países amigos do Irã. Com este bloqueio naval dos Estados Unidos, nada passava pelo Estreito de Ormuz em prejuízo da economia mundial.

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Diante da impossibilidade de uma solução militar para a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, haja vista que ela agravaria ainda mais os danos crescentes sobre a economia mundial, a economia dos Estados Unidos e sobre a popularidade do Presidente Trump entre os norte-americanos provocados pelo fechamento do Estreito de Ormuz,  o governo Trump dos Estados Unidos insistia em assinar com o Irã um acordo para levar ao fim o conflito com a mediação do governo do Paquistão. Após a análise de várias propostas dos Estados Unidos e do Irã, chegou-se a um texto de memorando aceito pelas duas partes que consta de 14 pontos para a busca de celebração de um acordo de paz. Os 14 pontos do acordo entre Estados Unidos e Irã são os seguintes:

1 — Os Estados Unidos da América e a República Islâmica do Irã, bem como seus aliados na atual guerra, assinam este Memorando de Entendimento (MOU, na sigla em inglês) para declarar o encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano, e comprometem-se, a partir de agora, a não iniciar qualquer guerra ou operação militar um contra o outro, bem como a se abster de ameaças ou do uso da força entre si, garantindo a integridade territorial e a soberania do Líbano. O acordo final confirmará o término permanente da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, além de outras disposições previstas neste parágrafo.

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2 — Os Estados Unidos da América e a República Islâmica do Irã comprometem-se a respeitar mutuamente sua soberania e integridade territorial e a não interferir nos assuntos internos um do outro.

3 — Os Estados Unidos da América e a República Islâmica do Irã comprometem-se a negociar e concluir um acordo final em um prazo máximo de 60 dias, prorrogável mediante consentimento mútuo.

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4 — Imediatamente após a assinatura deste Memorando de Entendimento, os Estados Unidos iniciarão a retirada de seu bloqueio naval e de quaisquer perturbações ou impedimentos impostos à República Islâmica do Irã, comprometendo-se a encerrar completamente o bloqueio naval no prazo de 30 dias. Durante esse período, o tráfego de embarcações será restabelecido gradualmente pela República Islâmica do Irã, em proporção aos níveis registrados antes da guerra. Os Estados Unidos também se comprometem a retirar suas forças das proximidades da República Islâmica do Irã no prazo de 30 dias após a assinatura do acordo final.

5 — Após a assinatura deste Memorando de Entendimento, a República Islâmica do Irã adotará todas as medidas possíveis para garantir, durante um período de 60 dias, a passagem segura e sem cobrança de taxas para embarcações comerciais que transitem entre o Golfo Pérsico e o Mar de Omã, em ambas as direções. O tráfego comercial será retomado imediatamente e, considerando a necessidade de remover obstáculos técnicos e militares, bem como realizar operações de desminagem, essas medidas serão implementadas pela República Islâmica do Irã dentro de 30 dias. O Irã também conduzirá diálogos com o Sultanato de Omã para definir a futura administração e os serviços marítimos no Estreito de Ormuz, em consulta com os demais Estados costeiros do Golfo Pérsico, em conformidade com o direito internacional aplicável e com os direitos soberanos dos países litorâneos do Estreito de Ormuz.

6 — Os Estados Unidos da América, em conjunto com parceiros regionais, comprometem-se a desenvolver um plano definitivo e mutuamente acordado, no valor de pelo menos 300 bilhões de dólares, para a reconstrução e o desenvolvimento econômico da República Islâmica do Irã. O mecanismo de implementação desse plano será finalizado como parte de um acordo definitivo no prazo de 60 dias. Todas as licenças, isenções e autorizações necessárias para as respectivas transações financeiras serão concedidas pelos Estados Unidos da América.

7 — Os Estados Unidos da América comprometem-se a encerrar todos os tipos de sanções contra a República Islâmica do Irã, incluindo as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, as resoluções do Conselho de Governadores da AIEA e todas as sanções unilaterais dos EUA, primárias e secundárias, de acordo com um cronograma acordado como parte do acordo final. A República Islâmica do Irã e os Estados Unidos da América reconhecem a importância crítica da questão do fim das sanções acima mencionadas e expressam sua intenção de tratar imediatamente dessas questões nas negociações, a fim de alcançar um acordo mútuo.

8 — A República Islâmica do Irã reafirma que não buscará adquirir ou desenvolver armas nucleares. Os Estados Unidos da América e a República Islâmica do Irã concordaram em resolver a destinação do material enriquecido estocado por meio de um mecanismo a ser mutuamente acordado, conforme o cronograma mencionado no parágrafo sete, sendo que a metodologia mínima será a diluição no local, sob supervisão da AIEA. As duas partes também concordaram em discutir a questão do enriquecimento e outros assuntos mutuamente acordados relacionados às necessidades nucleares do Irã, com base em uma estrutura satisfatória a ser definida no acordo final. O acordo final confirmará as disposições deste parágrafo. Os Estados Unidos da América e a República Islâmica do Irã reconhecem a importância crítica das questões nucleares acima mencionadas e expressam a intenção de tratá-las imediatamente nas negociações para alcançar um entendimento mútuo.

9 — Até a conclusão do acordo final, os Estados Unidos da América e a República Islâmica do Irã concordam em manter o status quo. A República Islâmica do Irã manterá o status atual de seu programa nuclear, e os Estados Unidos da América não imporão novas sanções nem deslocarão forças adicionais para a região.

10 — Os Estados Unidos da América comprometem-se a que, imediatamente após a assinatura deste Memorando de Entendimento e até a suspensão total das sanções, o Departamento do Tesouro dos EUA emitirá isenções para a exportação de petróleo bruto iraniano, produtos petrolíferos e derivados, bem como para todos os serviços associados, incluindo transações bancárias, seguros, transporte e outros.

11 — Os Estados Unidos da América comprometem-se a disponibilizar integralmente, para uso, os fundos e ativos congelados ou restritos da República Islâmica do Irã após a implementação deste Memorando de Entendimento. Os Estados Unidos da América e a República Islâmica do Irã acordarão mutuamente os procedimentos relativos à liberação desses fundos durante as negociações. Tais recursos, estejam eles mantidos na conta original ou transferidos, deverão ser totalmente utilizáveis para pagamento a qualquer beneficiário final designado pelo Banco Central da República Islâmica do Irã. Os Estados Unidos da América comprometem-se a emitir todas as licenças e autorizações necessárias nesse sentido.

12 — Os Estados Unidos da América e a República Islâmica do Irã concordam que será estabelecido um mecanismo executivo para monitorar a implementação bem-sucedida deste Memorando de Entendimento e o cumprimento futuro do acordo final.

13 — Após a assinatura deste Memorando de Entendimento, e condicionado ao início da implementação dos parágrafos 1, 4, 5, 10 e 11 deste documento, bem como à continuidade dessas medidas, os Estados Unidos da América e a República Islâmica do Irã iniciarão negociações sobre o acordo final exclusivamente em relação aos demais parágrafos.

14 — O acordo final será endossado por uma resolução vinculante do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

A análise dos 14 pontos deste memorando permite constatar que a capitulação do governo Trump diante do governo iraniano ocorreu devido aos fatos seguintes:

1) O governo dos Estados Unidos cedeu à exigência do governo do Irã para garantir a integridade territorial e a soberania do Líbano, mesmo contra a vontade do governo de Israel.

2) O governo dos Estados Unidos se comprometeu a respeitar a soberania e integridade territorial e a não interferir nos assuntos internos do Irã.

3) O governo do Irã conduzirá diálogos com o Sultanato de Omã para definir a futura administração e os serviços marítimos no Estreito de Ormuz, em consulta com os demais Estados costeiros do Golfo Pérsico, em conformidade com o direito internacional aplicável e com os direitos soberanos dos países litorâneos do Estreito de Ormuz.

4) O governo dos Estados Unidos se compromete a desenvolver, em conjunto com parceiros regionais, a desenvolver um plano definitivo e mutuamente acordado, no valor de pelo menos 300 bilhões de dólares, para a reconstrução e o desenvolvimento econômico da República Islâmica do Irã.

5) O governo dos Estados Unidos se compromete a encerrar todos os tipos de sanções contra a República Islâmica do Irã, incluindo as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, as resoluções do Conselho de Governadores da AIEA e todas as sanções unilaterais dos EUA, primárias e secundárias, de acordo com um cronograma acordado como parte do acordo final.

6) O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos emitirá isenções para a exportação de petróleo bruto iraniano, produtos petrolíferos e derivados, bem como para todos os serviços associados, incluindo transações bancárias, seguros, transporte e outros.

7) O governo dos Estados Unidos se compromete a disponibilizar integralmente, para uso, os fundos e ativos congelados ou restritos da República Islâmica do Irã após a implementação deste Memorando de Entendimento.

8) A República Islâmica do Irã manterá o status atual de seu programa nuclear, e os Estados Unidos da América não imporão novas sanções nem deslocarão forças adicionais para a região.

As únicas concessões do governo do Irã são as seguintes:

1) A República Islâmica do Irã restabelecerá o tráfego de embarcações pelo Estreito de Ormuz após o governo dos Estados Unidos promover a retirada de seu bloqueio naval do Irã.

2) A República Islâmica do Irã reafirma que não buscará adquirir ou desenvolver armas nucleares. As duas partes também concordaram em discutir a questão do enriquecimento e outros assuntos mutuamente acordados relacionados às necessidades nucleares do Irã, com base em uma estrutura satisfatória a ser definida no acordo final.

Fica demonstrado, portanto, que o governo Trump capitulou diante do governo iraniano.

Para assistir ao vídeo, acesse o website https://www.youtube.com/watch?v=Qfp9L2NBbzc

Para ler o artigo em Português, Inglês e Francês, acessar os websites do Academia.edu <https://www.academia.edu/168906183/O_XEQUE_MATE_DO_IR%C3%83_CONTRA_O_GOVERNO_TRUMP_LEVOU_%C3%80_CAPITULA%C3%87%C3%83O_DOS_ESTADOS_UNIDOS>, <https://www.academia.edu/168906199/IRANS_CHECKMATE_AGAINST_THE_TRUMP_ADMINISTRATION_LED_TO_THE_CAPITULATION_OF_THE_UNITED_STATES> e <https://www.academia.edu/168906229/L_ECHEC_ET_MAT_DE_LIRAN_CONTRE_LE_GOUVERNEMENT_TRUMP_A_CONDUIT_A_LA_CAPITULATION_DES_%C3%89TATS_UNIS>,  do SlideShare <https://pt.slideshare.net/slideshow/o-xeque-mate-do-ira-contra-o-governo-trump-levou-a-capitulacao-dos-estados-unidos-pdf/288153196>, <https://pt.slideshare.net/slideshow/iran-s-checkmate-against-the-trump-administration-led-to-the-capitulation-of-the-united-states-pdf/288153222> e <https://pt.slideshare.net/slideshow/l-echec-et-mat-de-l-iran-contre-le-gouvernement-trump-a-conduit-a-la-capitulation-des-etats-unis-pdf/288153239> e do Linkedin <https://www.linkedin.com/pulse/o-xeque-mate-do-ir%C3%A3-contra-governo-trump-levou-%C3%A0-dos-alcoforado-x7e3f/?trackingId=9CoctSCmUiA1vzINb5jqhQ%3D%3D>, <https://www.linkedin.com/pulse/irans-checkmate-against-trump-administration-led-alcoforado-1t1xf/?trackingId=aSvugEV5jPsR05xMp7BTfw%3D%3D> e <https://www.linkedin.com/pulse/l-echec-et-mat-de-liran-contre-le-gouvernement-trump-la-alcoforado-ow0yf/?trackingId=OSHuZcYmhraTfK5NrSTa0Q%3D%3D>.

  • Fernando Alcoforado, 86, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da SBPC- Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e do IPB- Instituto Politécnico da Bahia, engenheiro pela Escola Politécnica da UFBA e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário (Engenharia, Economia e Administração) e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, foi Assessor do Vice-Presidente de Engenharia e Tecnologia da LIGHT S.A. Electric power distribution company do Rio de Janeiro, Coordenador de Planejamento Estratégico do CEPED- Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Bahia, Subsecretário de Energia do Estado da Bahia, Secretário do Planejamento de Salvador, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria), Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019), A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021), A escalada da ciência e da tecnologia ao longo da história e sua contribuição ao progresso e à sobrevivência da humanidade (Editora CRV, Curitiba, 2022), de capítulo do livro Flood Handbook (CRC Press, Boca Raton, Florida, United States, 2022), How to protect human beings from threats to their existence and avoid the extinction of humanity (Generis Publishing, Europe, Republic of Moldova, Chișinău, 2023), A revolução da educação necessária ao Brasil na era contemporânea (Editora CRV, Curitiba, 2023), Como construir um mundo de paz, progresso e felicidade para toda a humanidade (Editora CRV, Curitiba, 2024) e How to build a world of peace, progress and happiness for all humanity (Editora CRV, Curitiba, 2024).
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