Geral SEGURANÇA
Pará reduz em até 77% crimes violentos no arquipélago do Marajó com investimentos em segurança pública
Com instalação da base integrada fluvial, novas delegacias e batalhões, Governo do Pará fortalece ações policiais e a atenção à população e registr...
06/06/2026 08h10
Por: Redação Fonte: Secom Pará

Em sete anos e cinco meses, a ampliação das ações de segurança pública do Governo do Estado no Arquipélago do Marajó, com mais de R$ 10 milhões investidos na região, impactou em redução de até 77,8% nos Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLI) na região. O balanço é da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), no comparativo dos registros dos primeiros quadrimestres de 2026 e 2018. Entre os 16 municípios da região, 11 constam na lista das cidades que não registram casos de CVLI há mais de 2 anos.

Base fluvial reforça segurança no Marajó

Um dos principais incrementos do Governo do Pará nas ações de policiamento nos rios da região é a implantação da primeira Base Integrada Fluvial na região, denominada de “Base Antônio Lemos”, no município de Breves. Em três anos de funcionamento da base, instalada no estreito do rio Tajapuru, as forças de segurança já apreenderam mais de quatro toneladas de entorpecentes.

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Com a manutenção de monitoramento ostensivo diário dos rios, além de ações de assistência e apoio às comunidades no entorno da Base Fluvial, somente no primeiro quadrimestre do ano de 2026 já foram realizadas 316 fiscalizações a embarcações, além de abordagens de mais de 9,8 mil pessoas.

Com uma vasta extensão de rios e ilhas, por onde transitam diariamente embarcações vindas de diversas regiões, além das comunidades ribeirinhas que têm nos rios sua principal fonte de subsistência e logística, as estratégias de segurança na Ilha do Marajó acompanham a realidade da região, sendo executadas de forma mais assertiva, destaca o secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Pará, Ed-Lin Anselmo.

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“A região do Marajó merece um planejamento mais estratégico, para que as ações de segurança possam ser realizadas com efetividade, visando as fiscalizações nos rios, a segurança da população ribeirinha e uma maior atenção no atendimento às demandas e ocorrências da população. Nesse período, conseguimos fazer um importante incremento nas ações e nos órgãos de segurança que atuam na região”, detalha o titular da Segup.

Novas delegacias, batalhões, lanchas e totens

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O Governo do Estado também investe em novas unidades de delegacias de Polícia Civil e de Batalhões da Polícia Militar, em municípios onde antes não havia a presença da segurança pública, a exemplo das cidades de Muaná, Salvaterra, Anajás, Breves, Curralinho, Melgaço e Santa Cruz do Arari.

O Marajó recebeu novos equipamentos como Totens de Segurança Pública, armamentos e coletes balísticos, para equipar e fortalecer as tropas na região. Na lista de aquisições, há as lanchas rápidas, entre elas, a lancha blindada e lancha rosa - essa última de atendimento exclusivo para o combate à violência contra as mulheres ribeirinhas. No total, mais de R$ 10 milhões foram empregados pela Segup no arquipélago.

“Com o aparelhamento da região do Marajó, ficou muito mais viável o atendimento às ocorrências, pois a presença de delegacias, e a reestruturação e implantação de alguns batalhões, dão à população maior proximidade com os agentes, e maior resolutividade dos casos, de forma mais ágil. Entendemos ainda que o papel da segurança pública na região do Marajó vai além do combate à criminalidade, pois, muitas vezes, nossos agentes atuam na assistência da população ribeirinha, a exemplo da base fluvial, que atende a comunidade que vive nas proximidades, com logística e assistência social”, pontua o titular da Segup.

Redução de crimes no arquipélago

O arquipélago marajoara é formado por 16 municípios, e é dividido entre o Marajó Ocidental e Oriental. Do total de municípios, 11 constam na lista das cidades que não registram Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLI) há mais de 2 anos, a exemplo da cidade de Santa Cruz do Arari (2 anos sem CVLI) e Ponta de Pedra (1 ano). A lista contempla ainda as cidades de Chaves , Salvaterra, Muaná , Afuá, Curralinho, Portel, Cachoeira do Arari e Soure.

O Marajó Ocidental é formado pelos municípios de Afuá, Anajás, Bagre, Breves, Chaves, Curralinho, Gurupá, Melgaço, Portel, São Sebastião da Boa Vista e Oeiras do Pará, enquanto o Marajó Oriental tem os municípios de Cachoeira do Arari, Muaná, Ponta de Pedras, Salvaterra, Santa Cruz do Arari e Soure.

Em 2026, nos quatro primeiros meses do ano, a região do Marajó oriental registrou uma redução de 77,78% em relação aos Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLI), aqueles que englobam homicídio, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e feminicídio, quando comparado com o mesmo período do ano de 2018.

No Marajó oriental, também foi registrada uma queda de 44,44% nos Crimes Violentos Letais e Intencionais, nos meses de janeiro a abril, quando comparados com o mesmo período do ano de 2018.

“Com todo esse investimento destinado à região, estamos conseguindo manter a redução dos CVLIs e com isso combater a criminalidade na região. Com a presença dos agentes, e com a tropa aparelhada de forma adequada, atendendo a necessidade da região, que tem nos rios, uma de suas principais formas de logística e subsistência, a estratégia adotada para a localidade contempla a necessidade de se manter a região fiscalizada, inibindo não apenas a criminalidade, mas o tráfico de drogas e os crimes ambientais”, ressalta o secretário Ed-Lin Anselmo.

Texto: Ascom Segup