Cidades João Pessoa - PB
Vigilância Epidemiológica alerta para risco de contaminação por hepatite A em períodos de chuva intensa
A Gerência de Vigilância Epidemiológica de João Pessoa faz um alerta à população sobre os riscos de transmissão da hepatite A em períodos de chuvas...
29/05/2026 08h36
Por: Redação Fonte: Prefeitura de João Pessoa - PB

A Gerência de Vigilância Epidemiológica de João Pessoa faz um alerta à população sobre os riscos de transmissão da hepatite A em períodos de chuvas intensas, enchentes e alagamentos. Com o acúmulo de água e a possibilidade de contato com esgoto e resíduos contaminados, o vírus pode circular com mais facilidade, aumentando o risco de adoecimento.

A hepatite A é uma infecção causada pelo vírus VHA, transmitido principalmente pela via fecal-oral, por meio da ingestão de água ou alimentos contaminados, além do contato com superfícies e locais atingidos por enchentes. Em cenários de alagamento, a água da chuva pode se misturar ao esgoto, contaminando poços, rios, alimentos e utensílios domésticos.

De acordo com a gerente da Vigilância Epidemiológica, Danielle Melo, a prevenção é fundamental, especialmente neste período de maior incidência de chuvas. “As pessoas precisam redobrar os cuidados com a higiene e evitar qualquer contato desnecessário com águas de enchente. A hepatite A é uma doença prevenível, e a vacinação continua sendo a principal forma de proteção”, destaca.

O vírus da hepatite A consegue sobreviver por longos períodos no meio ambiente e os sintomas podem surgir entre 10 e 50 dias após a contaminação. Entre os principais sinais de alerta estão pele e olhos amarelados (icterícia), urina escura, fezes esbranquiçadas, náuseas, vômitos, febre, mal-estar e perda de apetite.

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Apesar da baixa incidência da doença, que este ano ainda não registrou casos, é preciso ficar em alerta e, ao apresentar sintomas, especialmente após contato com áreas alagadas, a população deve procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima para avaliação, diagnóstico e acompanhamento adequado.

Entre as principais medidas de prevenção estão hábitos de higiene básicos como lavar as mãos frequentemente, principalmente antes das refeições e após usar o banheiro; consumir apenas água tratada, fervida, filtrada ou mineral; higienizar frutas, verduras e legumes adequadamente, utilizando solução clorada; evitar alimentos de procedência duvidosa; evitar entrar ou permanecer em águas de enchentes e alagamentos; manter atenção redobrada com crianças, idosos e pessoas imunossuprimidas.

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Danielle Melo reforça ainda que os cuidados devem continuar mesmo após o período das chuvas. “Muitas pessoas acreditam que o risco acaba quando a água baixa, mas o vírus pode permanecer em ambientes e superfícies contaminadas. Por isso, é importante manter as medidas preventivas e buscar assistência ao menor sinal de sintomas”, acrescenta.

Vacinação pelo SUS – A vacina contra a hepatite A é ofertada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e integra o Calendário Nacional de Vacinação. Na rotina, a vacina deve ser administrada em crianças com 15 meses, em dose única.

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Além disso, alguns grupos têm acesso ao imunizante, em duas doses, através do Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE). São eles: Hepatopatias crônicas de qualquer etiologia, inclusive portadores do vírus da hepatite C (VHC); Portadores crônicos do VHB; Coagulopatias; Pessoas vivendo com HIV/aids (PVHA); Imunodepressão terapêutica ou por doença imunodepressora; Doenças de depósito; Fibrose cística (mucoviscidose); Trissomias; Candidatos a transplante de órgão sólido, cadastrados em programas de transplantes; Transplantados de órgão sólido (TOS); Transplantados de células-tronco hematopoiéticas (TCTH); Doadores de órgão sólido ou de células-tronco hematopoiéticas (TCTH), cadastrados em programas de transplantes; Hemoglobinopatias; Asplenia anatômica ou funcional e doenças relacionadas.