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‘Café com Notícias’ alerta sobre aumento dos casos de bruxismo ligados ao estresse e à ansiedade
Controlar o estresse, melhorar a qualidade do sono e buscar ajuda especializada são passos fundamentais para evitar complicações futuras, segundo o...
15/05/2026 16h15
Por: Redação Fonte: ALEMA

Agência Assembleia / Foto: J.R. Lisboa

O bruxismo, caracterizado pelo hábito involuntário de apertar ou ranger os dentes, tem se tornado um problema cada vez mais comum entre adultos e já afeta cerca de 30% da população mundial. O cirurgião-dentista Paulo Amêndola, conselheiro efetivo do Conselho Regional de Odontologia (CRO-MA) e especialista em Endodontia, alertou, no programa Café com Notícias desta sexta-feira (15), na TV Assembleia, que a condição está diretamente relacionada ao ritmo acelerado da vida moderna, ao estresse e à ansiedade.

Segundo o especialista, apesar de muitas pessoas associarem o bruxismo apenas às crianças, o problema também atinge adultos de forma significativa. “Nas crianças, normalmente é algo transitório, ligado à troca de dentição ou ao uso de chupeta. Já nos adultos, o crescimento dos casos acompanha fatores emocionais e neurológicos”, explicou.

Entre as principais causas do distúrbio estão o estresse crônico, ansiedade, excesso de estímulos digitais, especialmente o uso constante de smartphones, além do consumo de álcool, cigarro e até efeitos colaterais de alguns antidepressivos.

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Os sintomas costumam impactar diretamente a qualidade de vida dos pacientes. Dor facial, dores de cabeça frequentes, desconforto na região do ouvido e dores na articulação temporomandibular (ATM) estão entre as principais queixas relatadas.

O especialista destacou que existem dois tipos principais de bruxismo: o do sono, que acontece de forma involuntária durante a noite, e o de vigília, quando a pessoa aperta os dentes durante o dia, geralmente em momentos de concentração ou tensão emocional.

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Paulo Amêndola também chamou atenção para a relação entre o bruxismo e a Disfunção Temporomandibular (DTM), condição que surge quando o excesso de pressão causa alterações na articulação responsável pelos movimentos da mandíbula. Muitas vezes, o diagnóstico acaba sendo dificultado porque os pacientes procuram inicialmente neurologistas, devido às dores de cabeça, ou otorrinolaringologistas, por conta das dores no ouvido.

O diagnóstico odontológico é feito por meio de avaliação clínica, observando desgastes simétricos nos dentes, além de exames de imagem, como radiografias panorâmicas e tomografias da ATM.

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Tratamento multidisciplinar

Sobre o tratamento, o especialista reforçou que a abordagem mais eficaz é multidisciplinar, envolvendo dentistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e, em alguns casos, psicólogos e neurologistas. Entre os principais recursos utilizados está a placa miorrelaxante de acrílico rígido, considerada o “padrão ouro” no controle do bruxismo noturno, ajudando a proteger os dentes e reduzir a tensão muscular.

Além disso, terapias como laser de baixa intensidade, TENS – técnica de estimulação elétrica para relaxamento muscular-, e exercícios fisioterapêuticos voltados à mandíbula também apresentam bons resultados. Em alguns casos, o tratamento pode incluir o uso de relaxantes musculares, sempre com acompanhamento médico para evitar riscos da automedicação.

O especialista reforçou a importância da prevenção e do controle emocional no combate ao problema. “Hoje, o estilo de vida moderno tem contribuído muito para o aumento dos casos de bruxismo. Controlar o estresse, melhorar a qualidade do sono e buscar ajuda especializada são passos fundamentais para evitar complicações futuras”, concluiu.