A Prefeitura de Alagoinhas segue com o combate ao mosquito Aedes aegypti na cidade. Uma das principais frentes de ação é a circulação de carros fumacê em diversos bairros e comunidades do município. A iniciativa ocorre em resposta ao aumento das notificações de dengue, chikungunya e zika registrado ao longo deste ano.
Os veículos percorrerão os bairros com maior incidência de casos e altos índices de infestação. Entre as localidades contempladas estão: Jardim Petrolar, Conjunto Dom José Cornelis, Parque Floresta, Parque Regente, Conjunto Pinto Aguiar, Brasilinha, Parque Alagoinhas, Conjunto Alagoinhas III (Urbis/Rua Catu), Parque São Francisco, Urupiara, Conjunto Bom Viver, Parque Vitória, Jardim Pedro Braga, Teresópolis, Vila dos Laranjais, Santo Antônio, Santa Terezinha, Alecrim, Jardim Santa Terezinha, Alagoinhas Velha, Cavada, Jardim Imperial, Inocoop I, Inocoop II e Centro.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), o Governo do Estado disponibilizou 10 veículos de aplicação de inseticida como reforço emergencial. Neste primeiro momento, seis carros já entraram em operação para ampliar o combate diante do cenário atual das arboviroses no município.
A medida soma-se a outras estratégias já em curso, como o trabalho de mais de 50 agentes de combate às endemias, que atuam em cerca de 1.700 quarteirões com visitas domiciliares, eliminação de focos e aplicação de inseticidas com bombas costais, além de ações educativas nas escolas.
Sobre o fumacê
O carro do fumacê, tecnicamente chamado de nebulizador veicular ou UBV pesado, é uma estratégia de controle de pragas utilizada para combater o mosquito adulto, transmissor de doenças. Atualmente, o inseticida mais utilizado no Brasil é o Cielo-ULV, adotado pelo Ministério da Saúde para substituir compostos antigos por ser mais eficaz e menos tóxico ao meio ambiente em baixas doses.
Diferente das vistorias manuais, o veículo libera uma nuvem de inseticida que atinge locais de difícil acesso e elimina os mosquitos que estão em pleno voo no momento da aplicação. Trata-se de um recurso adicional e temporário, geralmente aplicado em períodos de surto ou epidemia para bloquear a transmissão.
Durante a passagem dos veículos, os moradores devem adotar alguns cuidados essenciais: abrir portas e janelas para que o inseticida penetre no imóvel; proteger alimentos e recipientes de água; recolher roupas do varal; manter pessoas e animais em locais protegidos (atenção especial a pássaros e peixes, que são mais sensíveis ao produto).
É importante ressaltar que o inseticida não mata as larvas que se encontram em água parada. Por isso, a recomendação fundamental continua sendo a prevenção: cada morador deve reservar ao menos 10 minutos por semana para vistoriar sua residência e eliminar possíveis criadouros do mosquito.