Educação Marabá - PA
Semana das Mães: O alicerce emocional oferecido pelo NAETEA as mães atípicas
O Núcleo de Atendimento Especializado a Alunos com Transtorno do Espectro Autista (NAETEA) é um serviço importante prestado na rede municipal de en...
08/05/2026 15h38
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Marabá - PA

O Núcleo de Atendimento Especializado a Alunos com Transtorno do Espectro Autista (NAETEA) é um serviço importante prestado na rede municipal de ensino e que beneficia principalmente as mães atípicas, que são a maior parte das pessoas responsáveis pelo acompanhamento dos alunos junto ao núcleo.

Atualmente, o NAETEA atende 140 alunos entre 3 e 15 anos, com prioridade para aqueles com nível de suporte 2. Os atendimentos ocorrem no contraturno e contam com duas equipes: pedagógica e clínica. A equipe pedagógica é formada por psicomotricista, professor de informática e robótica, atendimento de estimulação precoce, Atendimento Educacional Especializado (AEE), musicoterapia e arteterapia. A equipe clínica, por sua vez, é composta por profissionais de enfermagem, psicologia e terapia ocupacional. O núcleo também possui assistente social.

Os alunos atendidos dispõem de merenda, sala de integração sensorial, além de as salas e a quadra esportiva serem adaptadas para atender às especificidades dos alunos.

“Quando a criança vem encaminhada da escola, das salas de recursos, ou diretamente com os pais, chegando aqui é feita uma anamnese, uma avaliação. Feita essa avaliação funcional da criança, nós identificamos quais serviços a criança precisa. Sem falar que no laudo já vem identificado pelo neuropsicólogo e pelo neuropediatra também a necessidade dos atendimentos”, explica Núcia Rodrigues, coordenadora do NAETEA.

Continua após a publicidade
google.com, pub-9319522921342289, DIRECT, f08c47fec0942fa0
Foto: Reprodução/Prefeitura de Marabá - PA
Foto: Reprodução/Prefeitura de Marabá - PA
Núcia Rodrigues, coordenadora do NAETEA

Nesse sentido, também se faz necessário acolher as mães que chegam ao serviço com muitas dúvidas e anseios, pois são elas que estão presentes quando os alunos são atendidos.

“As mães são acolhidas por nós também, como as crianças. Quando elas precisam de um atendimento psicológico, o enfermeiro encaminha. Inclusive, as faculdades de psicologia estão bastante abertas para esse serviço. Elas chegam com muitas dúvidas, mas são bastante informadas; elas sabem dos seus direitos, sabem da necessidade de cada filho, qual atendimento eles precisam. Então, a gente tenta contemplá-las da melhor forma possível e acolhê-las também”, reitera a coordenadora.

Continua após a publicidade
google.com, pub-9319522921342289, DIRECT, f08c47fec0942fa0

Leudineia Santos é mãe do Arthur Santos, de 5 anos, que é acompanhado há dois anos pelo NAETEA. Ela conta que o filho apresentou desenvolvimento na fala e na interação com outras crianças após passar a ser atendido pela equipe do núcleo.

“É maravilhoso esse acompanhamento que ele tem aqui no NAETEA. Aqui é muito acolhedor, tratam todo mundo bem. Eu fico muito feliz e muito grata por esses atendimentos que a gente tem aqui. Na hora que mostra o uniforme dele, ele já quer vestir para vir para cá. Toda quinta-feira, estamos aqui para ter o atendimento. Todas as mães atípicas precisam desse atendimento de suporte para os nossos filhos, das terapias, de tudo. Se não tiver terapia, não tem como nossas crianças desenvolverem. Isso faz parte das nossas vidas, da vida dos nossos filhos, como mãe atípica”, afirma a mãe.

Continua após a publicidade
google.com, pub-9319522921342289, DIRECT, f08c47fec0942fa0
Foto: Reprodução/Prefeitura de Marabá - PA
Foto: Reprodução/Prefeitura de Marabá - PA
Leudineia Santos é mãe do Arthur Santos

Para a coordenadora de Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação (Semed), Thais Mendes, o NAETEA representa acolhimento e transformação para mães e filhos, que vão além da parte pedagógica.

“Existe um cuidado real com o desenvolvimento emocional de cada usuário, respeitando a individualidade de cada criança. Um ponto muito importante é o suporte oferecido a essas mães que, muitas das vezes, estão na linha de frente, sozinhas, e precisam de um apoio maior, que vai além desse apoio somente de oferta de serviço, e sim um apoio emocional, onde elas vão ser acolhidas”, ressalta.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Marabá - PA
Foto: Reprodução/Prefeitura de Marabá - PA
Thais Mendes, coordenadora de Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação (Semed)

Quando as mães precisam de suporte psicológico, o profissional de enfermagem do NAETEA realiza o encaminhamento. Além disso, frequentemente faculdades com cursos de psicologia realizam atendimentos junto a esse público no próprio núcleo, a fim de garantir esse suporte.

Irivan Teodoro dos Santos, mãe do aluno Italo Teodoro, de 11 anos, mora na Vila Sororó. Há quatro anos, o filho é acompanhado pelo NAETEA e realiza um plano que contempla consulta com psicólogo, musicoterapia, informática e robótica.

“Ele desenvolveu muito depois de estar aqui. Eu venho acompanhando, sou a mãe dele, e vejo que ele desenvolveu muito mesmo. Interagir com as pessoas na escola que ele estuda lá na vila. Ainda não dá conta de ler, mas ele faz as tarefas, conhece as letras, já faz o nome dele; antes ele não fazia. Eu fico muito feliz em ver o desenvolvimento dele porque eu pensava que ele não ia desenvolver, mas através do momento que ele vem fazer as terapias aqui, ele está desenvolvendo e eu estou muito feliz por isso. A gente só tem que agradecer aos profissionais”, comenta.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Marabá - PA
Foto: Reprodução/Prefeitura de Marabá - PA
Irivan Teodoro dos Santos, mãe do aluno Italo Teodoro

De acordo com o psicólogo Lucas Lima, que atua no NAETEA, entre as grandes demandas que os alunos apresentam está o desenvolvimento da fala. O contato principalmente com as mães que acompanham as crianças é essencial para se compreender as especificidades e as habilidades estabelecidas por cada aluno para então construir um plano de intervenção que atenda à demanda de cada um.

“A partir daí, conseguimos ter uma visão não só do que os pais trazem, mas o nosso olhar clínico como profissional, de ver o que a criança é capaz de fazer, de fato, sozinha, e aquilo que a gente precisa estimular ou estabelecer nela: habilidades que ela não tem, como pedir, olhar, ter contato visual ou identificar cores, identificar e nomear objetos, se ela atende pelo próprio nome. É um trabalho que precisa passar por um período de observação para fazermos o plano”, destaca o psicólogo.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Marabá - PA
Foto: Reprodução/Prefeitura de Marabá - PA
Lucas Lima, psicólogo

Outro serviço importante, utilizado por cerca de 20 alunos do NAETEA, é o Porta a Porta, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que garante transporte aos alunos com nível de suporte 3 ou que possuam mobilidade reduzida.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Marabá - PA
Foto: Reprodução/Prefeitura de Marabá - PA
Foto: Reprodução/Prefeitura de Marabá - PA

Texto: Ronaldo Palheta
Fotos: Sara Lopes

The post Semana das Mães: O alicerce emocional oferecido pelo NAETEA as mães atípicas appeared first on Prefeitura de Marabá .