Economia DESEMPREGO
Brasil registra em março a menor taxa de desocupação da história para o primeiro trimestre.
Divulgado nesta quinta-feira (30/4) pelo IBGE, índice ficou em 6,1%, o menor para o período já registrado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. A Soma das remunerações dos trabalhadores e rendimento médio batem novo recorde.
30/04/2026 13h43
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
Foto: Getty Images

O Brasil apresentou, no trimestre encerrado em março, uma taxa de desocupação de 6,1%, o menor índice para o período de toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (30/4), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Em relação ao trimestre encerrado em março de 2025 houve uma redução de 0,9 ponto percentual, ocasião em que a taxa de desocupação foi de 7%. É importante ressaltar que em toda a série histórica da Pnad Contínua os 7% do primeiro trimestre de 2025 já representavam, na ocasião, a menor taxa da série histórica. 

Além do menor índice de desocupação para um primeiro trimestre da série histórica, a massa de rendimento médio real, ou seja, a soma das remunerações dos trabalhadores do país, bateu novo recorde para o período e chegou a R$ 374,8 bilhões, com estabilidade no trimestre e alta de 7,1% (ou mais R$ 24,8 bilhões) no ano.

Outro destaque é que o rendimento médio real habitual dos trabalhadores chegou a novo valor recorde: R$ 3.722. O rendimento médio cresceu nas duas comparações, ficando em 1,6% no trimestre e 5,5% no ano, já descontada a inflação nos dois períodos. Frente ao trimestre móvel anterior, houve aumento no rendimento médio de dois grupamentos de atividade estudados pela PNAD Contínua: Comércio (3,0%, ou mais R$ 86) e Administração Pública (2,5%, ou mais R$ 127). 

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INFORMALIDADE RECUA — No trimestre encerrado em março, a taxa de informalidade foi de 37,3% da população ocupada, o equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores informais. Esse indicador ficou abaixo dos 37,6% (ou 38,7 milhões de informais) registrados no trimestre móvel anterior, bem como dos 38% (ou 38,2 milhões de ocupações informais) do trimestre encerrado em março de 2025. 

CARTEIRA ASSINADA — O número de empregados com carteira assinada no setor privado (excluindo-se os trabalhadores domésticos) aumentou em 1,3%, com 504 mil pessoas a mais com carteiras assinadas no ano, e o país chegou, no total, a 39,2 milhões de trabalhadores formais em 2025. Já o número de empregados sem carteira no setor privado recuou 2,1% (menos 285 mil pessoas) no trimestre, chegando a 13,3 milhões. Na comparação anual, esse indicador não teve variação estatisticamente significativa.

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CONTA PRÓPRIA — O número de trabalhadores por conta própria ficou estável no trimestre, mantendo-se nos 26 milhões. Na comparação anual, houve alta de 2,4%, ou 607 mil pessoas a mais trabalhando por conta própria. 

GRUPAMENTOS — Dois grupamentos mostraram aumentos no contingente de ocupados frente ao mesmo trimestre do ano passado: Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (3,2%, ou mais 406 mil pessoas) e Administração pública (4,8%, ou mais 860 mil pessoas). Nessa comparação anual, somente houve redução no grupamento de Serviços Domésticos (3,6%, ou menos 202 mil pessoas).

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Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.