Geral Polícia Civil - MS
Operação conjunta desarticula esquema milionário que fraudava a saúde pública em Mato Grosso do Sul
Foto: Reprodução/Polícia Civil - MSA Polícia Civil do Mato Grosso do Sul representada pelo Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organiz...
23/04/2026 11h16
Por: Redação Fonte: Polícia Civil - MS

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MS
A Polícia Civil do Mato Grosso do Sul representada pelo Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), em ação conjunta com o Ministério Público do MS através do GECOC, com a Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio do Núcleo de Atenção à Saúde (NAS), e com a Receita Federal do Brasil, por intermédio do Núcleo de Pesquisa e Investigação (NUPEI) de Campo Grande/MS, deflagrou, na presente data, operação policial no âmbito de investigação criminal, com o objetivo de desarticular organização criminosa suspeita de atuar em fraudes estruturadas envolvendo a judicialização da saúde.

A atuação integrada evidencia o fortalecimento da cooperação interinstitucional no enfrentamento qualificado à corrupção e à criminalidade organizada.

As medidas cautelares foram autorizadas pelo Núcleo de Garantias da 1ª Circunscrição de Campo Grande/MS, no âmbito de investigação que tramita sob sigilo. Ao todo, foram cumpridos5 (cinco) mandados de prisão temporáriae21 (vinte e um) mandados de busca e apreensão.

As apurações tiveram início em setembro de 2025, a partir de notícia de fato fundamentada apresentada pelo Núcleo de Atenção à Saúde (NAS), e evidenciaram a existência de um esquema sofisticado e estruturado, com divisão de tarefas e atuação coordenada em diferentes núcleos, voltado à obtenção indevida de recursos públicos por meio de decisões judiciais que determinavam o fornecimento de medicamentos de alto custo, especialmente fármacos oncológicos.

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Foto: Reprodução/Polícia Civil - MS
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De acordo com os elementos colhidos na fase investigativa, o grupo investigado teria se organizado nos seguintes eixos operacionais:

  • Núcleo administrativo, responsável por direcionar orçamentos e subsidiar órgãos públicos com informações que conferiam aparência de legalidade às demandas judiciais;
  • Núcleo jurídico, incumbido de viabilizar a inserção das empresas investigadas nos processos judiciais, inclusive por meio da atuação como terceiros interessados;
  • Núcleo empresarial local, composto por estabelecimentos utilizados como intermediários formais para emissão de documentos fiscais e recebimento de valores públicos, sem estrutura operacional compatível; como se fornecedores fossem dos medicamentos os quais não possuíam licença para tanto;
  • Núcleo de assessorias de importação, responsável pela aquisição de medicamentos no exterior por valores significativamente inferiores aos cobrados do Estado, com indícios de burla a controles regulatórios e sanitários.

As investigações apontam que, após a liberação de valores por decisão judicial, parcela expressiva dos recursos públicos era retida pelas empresas investigadas sob a justificativa de “serviços de assessoria”, enquanto apenas fração reduzida era efetivamente utilizada na aquisição dos medicamentos.

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Há, ainda, indícios de fornecimento de fármacos sem registro na autoridade sanitária nacional, com inconsistências documentais, ausência de rastreabilidade e falhas no controle de transporte e armazenamento, circunstâncias que podem representar risco concreto à saúde dos pacientes.

No cumprimento das medidas judiciais, foram expedidos mandados de prisão e de busca e apreensão, os quais foram cumpridos por policiais civis e auditores da Receita Federal nos seguintes locais:

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  • Mato Grosso do Sul: nas cidades de Campo Grande/MS e Ribas do Rio Pardo/MS, com apoio da DECAT, 2ª DP, 3ª DP e GOI;
  • São Paulo: nas cidades de São Paulo (Capital), Barueri e Itu, com apoio da Polícia Civil de São Paulo, por meio do DPPC, DICCA (2ª DP) e Delegacia de Polícia de Itu;
  • Minas Gerais: na cidade de Nova Lima, com apoio da Polícia Civil de Minas Gerais, por intermédio da 2ª DRACCO.
Foto: Reprodução/Polícia Civil - MS
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A operação tem como finalidade a coleta de provas, a interrupção das atividades ilícitas e a responsabilização dos envolvidos, além de resguardar a saúde pública e proteger o erário.

A força-tarefa ressalta que as investigações permanecem em andamento e que novas diligências poderão ser realizadas, razão pela qual outras informações não serão divulgadas neste momento.

As instituições reafirmam o compromisso com a legalidade, a transparência e o enfrentamento qualificado à corrupção, especialmente em áreas sensíveis como a saúde pública.

A presente ação integrada integra a OPERAÇÃO RENOCRIM_RECUPERA, tratando-se de uma iniciativa nacional voltada ao enfrentamento das organizações criminosas em todo o país, coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), por meio da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (DIOPI). a 2ª Edição da

por Keila Flores