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Iniciativas do Governo de Minas fortalecem a cadeia produtiva do café
Com crédito e investimentos em pesquisa e inovação, empreendedores mineiros diversificam produção e aumentam o valor agregado do produto
20/04/2026 09h43
Por: Redação Fonte: Secom Minas Gerais

O empreendedor mineiro tem muitas marcas a comemorar. Além do estado seguir como maior produtor e exportador nacional, os grãos produzidos aqui têm ganhado cada vez mais valorização no mercado. Isso porque o Governo de Minas vem incentivando a competitividade do setor por meio de investimentos em inovação e de linhas de crédito vantajosas. 

Uma dessas iniciativas é o  Compete Minas , coordenado pela  Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG)  e pela  Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) , que destina recursos públicos para projetos de inovação tecnológica nos setores produtivos mineiros. Desde a primeira rodada do programa, em 2022, já foram investidos mais de R$ 4,9 milhões somente em pesquisas relacionadas ao café.

“Em Minas, o café não somente faz parte da economia, da cultura e do dia a dia, mas também está cercado pela inovação. Nos últimos anos, toda a cadeia produtiva do café foi beneficiada com projetos de ciência, tecnologia e inovação”, afirma o subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Sede-MG, Lucas Mendes.

Além disso, nos últimos cinco anos, o  Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG)  liberou mais de R$ 1,6 bilhão em financiamentos somente por meio da linha Funcafé, exclusiva para produtores de café. 

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“Os cafeicultores mineiros são referência em produção e, cada vez mais, têm adotado técnicas sustentáveis de produção que elevam o padrão de qualidade dos grãos. O BDMG tem um longo histórico com quem produz café e queremos ampliar esses financiamentos cada vez mais”, afirma o presidente do Banco, Gabriel Viégas Neto. 

Inovação a serviço da tradição mineira

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Em 2025, foram colhidas 25,7 milhões de sacas de café. Para este ano a expectativa é que sejam colhidas 32,4 milhões de sacas, um aumento de 25,9% em relação ao ano anterior. Portanto, aumentar a eficiência, inovar em produtos e diversificar a atuação é fundamental para aumentar a competitividade das empresas.

Um exemplo é a empresa V Software, de Varginha, que utiliza inovação e tecnologia para otimizar processos logísticos na exportação de café. Com cerca de R$ 420 mil pelo edital Compete Minas - Tríplice Hélice (Linha I), a empresa do Sul de Minas desenvolve uma solução que auxilia a gestão logística de containers, integrando tecnologias como inteligência artificial (IA) e realidade aumentada (RA).

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"Na prática, isso significa um fluxo logístico mais confiável, rápido e seguro. Esses pontos são essenciais para um produto de alto valor agregado como o café, que depende de qualidade, prazo e conformidade para competir no mercado internacional", destaca o sócio-diretor da V Software e coordenador do projeto, Rafael Rodrigues.

Crédito impulsiona cafeicultores

Além do Funcafé, o BDMG também financia produtores do grão , especialmente, com foco na agricultura regenerativa, por meio de parceria com cooperativas de crédito no programa BDMG LabAgrominas. A transição para práticas mais sustentáveis contribui para que o agro mineiro alcance novos mercados, como no caso da Fazenda Congonhas Estate Coffee, em Patrocínio, no Alto Paranaíba.

Nos últimos cinco anos, o produtor Lázaro Ribeiro de Oliveira passou a adotar práticas regenerativas, como a cobertura do solo, uso intensivo de matéria orgânica e aplicações de produtos biológicos. Com o novo modelo de produção, conquistou certificações e agregou valor ao seu produto, que conquistou os mercados europeu e norte americano.  

“O café ganha em qualidade e é mais bem visto no mercado. Trabalhamos com variedades de arábica que traduzem diversas notas sensoriais. A mais procurada é o bourbon amarelo”, afirma o proprietário da Fazenda Congonhas Estate Coffee.