Abril Azul chama atenção para mais de 2,4 milhões de brasileiros com autismo
Deputados estaduais têm atuado em pautas voltadas às famílias atípicas em Rondônia.
15/04/2026 11h41
Por: Redação Fonte: ALE-RO
O último Censo Demográfico, no recorte “Censo Demográfico 2022: Pessoas com Deficiência e Pessoas Diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista – Resultados preliminares da amostra”, trouxe dados sobre a população com diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA) no Brasil. O levantamento aponta a existência de 2,4 milhões de pessoas com diagnóstico, o que representa 1,2% da população brasileira .
Desse total, 1,4 milhão são homens (1,5%) e 1 milhão são mulheres (0,9%). A maior prevalência está na faixa etária de 5 a 9 anos (2,6%). Em Rondônia, o índice é de 1,3% da população com diagnóstico de autismo.
Esses dados reforçam a importância do Abril Azul, mês de conscientização sobre o transtorno do espectro autista, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU). A campanha busca ampliar o conhecimento da população, reduzir o preconceito e promover a inclusão.
O advogado Vinicius Miguel destaca que ainda há desafios no acesso a direitos por parte das pessoas com TEA, especialmente em áreas como saúde e educação.
Foto: Reprodução/ALE-RO"O Executivo deveria estruturar redes regionais de reabilitação e capacitar equipes da atenção básica para rastreamento precoce”, disse Vinicius Miguel'
Segundo ele, entre as demandas mais frequentes estão o acesso a tratamento multiprofissional pelo Sistema Único de Saúde (SUS), fornecimento de medicamentos, garantia de acompanhante especializado nas escolas e acesso a diagnóstico precoce .
Vinicius também aponta a necessidade de maior integração entre políticas públicas. “A omissão é sistêmica e estrutural”, afirmou, ao citar dificuldades na articulação entre saúde, educação e assistência social.
A servidora pública Suzane Lima, mãe de uma criança com autismo, ressalta que houve avanços, mas ainda existem desafios na efetivação das políticas públicas.
Foto: Reprodução/ALE-RO“O preconceito também persiste. Nem sempre de forma explícita, mas na falta de compreensão, no isolamento silencioso”, observou a mãe atípica Suzane Lima (Foto: Arquivo pessoal)
Já Fátima Aguiar, mãe da artista plástica Eryle Aguiar, afirma que o maior desafio está na forma como a sociedade encara o autismo, muitas vezes associando a condição à limitação.
Foto: Reprodução/ALE-RO"O desafio é lidar com uma sociedade que ainda insiste em infantilizar o autista ou colocá-lo sempre em um lugar de coitadismo e vulnerabilidade”, diz a mãe atípica, Fátima Aguiar (Foto: Arquivo pessoal)
Outro relato é de Maíla Alves, que vive atualmente em São Paulo e compara a experiência com Rondônia, destacando diferenças no atendimento educacional às pessoas com autismo .
Foto: Reprodução/ALE-RO“Rondônia está muito mais evoluído que São Paulo na assistência aos autista na área educacional”, comparou a mãe atípica Maíla Alves (Foto: Arquivo pessoal)
Entre elas, está a Lei 5976/2025 , de autoria da deputada estadual Cláudia de Jesus (PT), que garante validade indeterminada a laudos médico-periciais.
Outra iniciativa é a Lei 5763/2024 , de autoria do deputado estadual Delegado Camargo (Podemos), que estabelece medidas de combate à violência institucional contra pessoas com deficiência e autistas.
A Lei 5978/2025 , também de autoria do deputado Camargo, é outro avanço, que determino obrigatória a reserva de espaços e assentos preferenciais em praças de alimentação, bares e restaurantes para pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, idosos e gestantes.