Geral PREVENÇÃO
Ginecologista da Poli Metropolitana orienta sobre cuidados essenciais em todas as fases da vida
Mesmo com o fim de março, mês dedicado à mulher, a unidade mantém ações contínuas de prevenção e assistência à saúde feminina
30/03/2026 23h50
Por: Redação Fonte: Secom Pará

Com a chegada dos últimos dias de março, mês marcado por ações de conscientização sobre a saúde da mulher, o cuidado com o público feminino segue como prioridade permanente na Policlínica Metropolitana do Pará, em Belém. Referência em atendimento ambulatorial especializado, a unidade do Governo do Estado mantém uma rotina contínua de serviços voltados à prevenção e ao diagnóstico precoce de doenças.

Mensalmente, são ofertadas até 1.400 consultas especializadas em ginecologia e mastologia, além de cerca de 2,3 mil exames diagnósticos, incluindo ultrassonografia, mamografia e biópsias — fundamentais para a detecção precoce de doenças como o câncer de colo do útero e de mama.

Para o secretário de Estado de Saúde Pública, Ualame Machado, a Policlínica exerce papel estratégico na rede pública. “A unidade oferece por mês quase 1.400 consultas ambulatoriais em ginecologia e mastologia, além de exames de diagnóstico, contando com um parque tecnológico moderno que ajuda na prevenção de doenças. Esse trabalho reforça o compromisso do Governo do Pará em modernizar a rede de saúde e assegurar mais eficiência, dignidade e cuidado integral à população”, afirma.

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Com investimentos contínuos em tecnologia, gestão e qualificação profissional, a Policlínica Metropolitana reafirma seu papel como referência em atendimento ambulatorial especializado, unindo inovação, humanização e acesso à saúde pública de qualidade.

Mais do que uma pauta sazonal, o cuidado com a saúde da mulher deve ser contínuo ao longo de toda a vida. A ginecologista Adriana Parente Anaisse reforça que o acompanhamento regular é a principal estratégia de prevenção.

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“O principal cuidado é manter o acompanhamento regular com o ginecologista. Além disso, é importante adotar hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática de atividade física e atenção à saúde íntima. A prevenção inclui também a realização de exames periódicos, vacinação quando indicada e a observação de qualquer mudança no próprio corpo”, explicou

A médica também destaca que a periodicidade das consultas é essencial, mesmo na ausência de sintomas. “O ideal é que a mulher realize uma consulta ginecológica pelo menos uma vez por ano. Em algumas situações específicas — como presença de sintomas, histórico familiar de doenças ou acompanhamento de condições já diagnosticadas — esse intervalo pode ser menor, conforme orientação médica”, reforça Adriana.

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No campo da prevenção, os exames de rotina são aliados indispensáveis para identificar doenças ainda em fase inicial. “Entre os principais exames estão o preventivo do colo do útero (Papanicolau) disponibilizado na Atenção Básica (postos de saúde), essencial para detectar alterações que podem evoluir para câncer; a mamografia, indicada principalmente a partir dos 50 anos ou antes em casos específicos; além de ultrassonografias ginecológicas, exames laboratoriais e avaliação clínica regular. Esses exames ajudam a identificar doenças ainda em fase inicial”, disse a ginecologista.

A especialista também chama atenção para a relação entre saúde íntima e qualidade de vida. “Sem dúvida. A saúde íntima está diretamente relacionada ao bem-estar físico, emocional e sexual da mulher. Infecções ginecológicas, alterações hormonais ou desconfortos na região íntima podem impactar não apenas a saúde física, mas também a autoestima e a qualidade de vida”, destaca a médica.

Observar os sinais do corpo é fundamental para evitar o agravamento de doenças. “Alguns sinais merecem atenção, como dor pélvica persistente, sangramento fora do período menstrual, corrimento com odor forte ou coloração alterada, coceira intensa, dor durante a relação sexual ou alterações no ciclo menstrual. Ao perceber qualquer um desses sintomas, é importante procurar avaliação médica”, detalha.

Mesmo assim, a busca por atendimento ainda ocorre, muitas vezes, apenas quando há dor. “Porque muitas doenças ginecológicas evoluem de forma silenciosa. Quando a dor aparece, em alguns casos o problema já pode estar em estágio mais avançado. O acompanhamento preventivo permite identificar alterações antes mesmo de surgirem sintomas, facilitando o tratamento e aumentando as chances de cura.”

O diagnóstico precoce, segundo a médica, é determinante para o sucesso do tratamento. “Sim, faz toda a diferença. Quando uma doença é diagnosticada precocemente, as possibilidades de tratamento são maiores e menos invasivas. Isso ocorre, por exemplo, no câncer de colo do útero e no câncer de mama, em que o rastreamento precoce aumenta significativamente as chances de sucesso no tratamento”, ressalta Adriana.

O acesso aos atendimentos ocorre por meio do Sistema Estadual de Regulação (SER), a partir do encaminhamento realizado nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Na Policlínica Metropolitana, entre os atendimentos mais frequentes estão consultas de rotina, investigação de alterações menstruais, acompanhamento do climatério e menopausa, rastreamento de câncer e orientações sobre saúde reprodutiva e planejamento familiar.

Para a diretora técnica da unidade, Camylla Rocha, o compromisso da Policlínica vai além do atendimento, priorizando o cuidado integral e humanizado. “O compromisso da unidade é garantir que cada mulher tenha acesso a atendimento especializado, diagnóstico precoce e cuidado humanizado dentro do SUS. O principal recado é que a saúde da mulher deve ser prioridade. Cuidar de si mesma não é apenas uma necessidade, mas um ato de amor próprio. Realizar exames preventivos, manter acompanhamento médico e prestar atenção aos sinais do corpo são atitudes que podem salvar vidas”, finaliza.

Texto: Ascom/ Policlínica Metropolitana