Geral CULTURA
Museu do Marajó ganha sala de cinema e recebe mostras de filmes neste final de semana, entre sábado (21) e domingo (22)
Com capacidade para 55 lugares, o novo equipamento é a primeira sala de cinema da região
21/03/2026 16h47
Por: Redação Fonte: Secom Pará

A sala de cinema Paulo Miranda foi inaugurada neste sábado (21), no Museu do Marajó, com uma programação especial. A readequação do espaço foi realizada pela Secretaria de Estado de Cultura (Secult), com recursos da Lei Paulo Gustavo (LPG), destinados a criação de diversas salas. A programação de inauguração vai até este domingo (22), com a 4ªedição do Festival Curta Escolas e a 11ª edição do Amazônia (Fi)Doc Festival Pan-Amazônico de Cinema.

“São recursos oriundos da lei Paulo Gustavo, uma parceria do Ministério da Cultura, governo federal, com a Secretaria de Cultura e o governo do Estado do Pará. Uma sala ampla, bem estruturada, climatizada, com uma grande tela, com todo o equipamento necessário para garantir uma experiência audiovisual para mais de 50 espectadores”, explica a secretária de Estado de Cultura, Ursula Vidal.

“Também será um instrumento pedagógico para professores, na utilização desse espaço, para atividades extracurriculares que tragam o audiovisual como uma ferramenta pedagógica importante de experiência na memória, na criatividade, na história do nosso País”, finaliza a secretária.

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O prefeito de Cachoeira do Arari, Jaime Barbosa, ressalta que até então as sessões de cinema na comunidade eram improvisadas, sem espaço adequado. “Esta é a primeira do município, a gente está muito feliz em razão da ferramenta que se oferece para a nossa população, um espaço belíssimo, totalmente adaptado para passar os filmes de interesse da nossa comunidade. Fico muito feliz e muito honrado com essa inauguração”, conta.

Programação cultural– As atividades de sábado começaram com apresentação dos grupos Cordão do Galo e Acauã. Em seguida, ocorreu a cerimônia de inauguração que contou com a participação da secretária Ursula Vidal, do prefeito Jaime Barbosa, do presidente da associação do Museu do Marajó, Otacir Gemaque, da coordenadora do Ministério da Cultura no Pará, Telma Saraiva e de Sandro Miranda, irmão do cineasta homenageado, Paulo Miranda.

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Mais tarde, a exibição do primeiro filme, “O Ajuntador de Cacos” que conta a história do fundador do museu, padre Giovani Galo. A obra é do diretor Paulo Miranda, que faleceu em 2024 e dá nome a sala.

“O novo espaço da sala de cinema no Museu do Marajó será de fundamental importância, sendo mais um equipamento que irá agregar valor e visibilidade para o nosso Museu, não somente no audiovisual, mas sim sociocultural, sendo um atrativo a mais de aprendizagem, entretenimento e lazer”, conta a diretora do Museu do Marajó, Dilma Meireles.

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Albertinho Leão, membro da associação do Museu do Marajó, diz estar animado com as possibilidades que serão abertas. “É uma grande conquista do setor cultural de Cachoeira do Arari. A Associação junto com a Secult, encontrou este espaço que vai servir também para o desenvolvimento de políticas públicas para o município, por exemplo, na área da educação, assistência social com projetos de inclusão envolvendo teatro, cinema, música e principalmente para exibição de filmes, que contem a nossa história, que incentivem os fazedores de cultura a produzirem cada vez mais”.

Paulo Miranda– A sala recebe o nome do cineasta paraense que faleceu em 2024 e deixou um grande legado para o audiovisual do estado. O diretor iniciou a carreira em 1986, no Projeto TV Juventude, em Belém e destacou o homem amazônico e sua realidade sociocultural nas suas obras. Foi Vice-presidente do Conselho Estadual de Cultura do Pará, delegado do Pará na 4ª Conferência Nacional de Cultura.

Mostra de Cinema- No domingo (22), as exibições serão das 10h às 16h. O primeiro filme será “Arari” - Curta realizado pelo coletivo de jovens estudantes de Cachoeira do Arari na 3ª edição do projeto Curta Escolas. Depois, será a vez de “Umassuma: Lascas de Memória”, dos diretores Andrei Miralha e Guaracy Britto Jr.; logo após, o longa “Bici”do diretor Otoniel Oliveira, e por fim, “Tainá e os Guardiões da Amazônia: Em busca da flecha azul”, dos cineastas Alê Carvalho e Jordan Nugem.

Texto: Juliana Amaral, Ascom Secult