O jornalista Fábio Costa Pinto, conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), rompe o silêncio sobre a perseguição sistêmica e a “maldade incalculável” que vem enfrentando. Alvo de uma campanha orquestrada de calúnias criminosas, o jornalista denuncia que o objetivo central dos ataques é o seu assassinato de reputação, visando desacreditá-lo perante a sociedade e os movimentos que defende.
O impacto dessa perseguição contínua resultou em um grave comprometimento de sua saúde. Atualmente, Fábio Costa Pinto encontra-se sob rigoroso acompanhamento neurológico e psicológico, dependendo de suporte clínico e medicação para suportar o estresse traumático causado pelas injustiças. “É uma tentativa de aniquilação. Querem que eu perca a voz e a sanidade, mas minha resistência é alimentada pelo amor aos meus dois filhos, ao meu trabalho independente, ao dever de informar e pelo meu papel institucional na ABI”, afirma o jornalista.
Ativista dos Direitos Humanos e defensor dos menos favorecidos, Fábio ressalta que a perseguição é uma retaliação direta ao seu trabalho investigativo. A denúncia alerta para a face mais cruel do silenciamento profissional: o adoecimento provocado pela omissão das autoridades e pela agressão constante à imagem pública do jornalista.
Leia na íntegra:
CARTA ABERTA: O GRITO DE UM PAI E JORNALISTA CONTRA A BARBÁRIE.
05.03.2026.
À sociedade brasileira e às instituições de Direitos Humanos.
Escrevo esta carta com a alma despida e o corpo marcado pelo peso de uma perseguição que não conhece limites. Como jornalista e conselheiro da ABI, sempre estive acostumado ao embate das ideias. Mas o que enfrento hoje não é um debate: é uma campanha de maldade incalculável desenhada para me desumanizar e me desacreditar diante de todos.
Querem que eu perca a minha honra e o meu equilíbrio. O custo desse cerco sistêmico está registrado em laudos neurológicos, nas sessões de acompanhamento psicológico e na medicação que hoje sou obrigado a tomar para suportar o impacto das calúnias criminosas. É doloroso admitir que, para continuar defendendo os direitos alheios, precisei me tornar paciente de um trauma causado pela injustiça deliberada e pela omissão de quem deveria me ouvir.
Mas deixo um aviso aos que tramam nas sombras: minha força é maior do que a maldade de vocês. Ela nasce do amor aos meus dois filhos, os quais são a razão da minha existência. Ela se alimenta do meu dever sagrado na Associação Brasileira de Imprensa e da minha vida dedicada aos menos favorecidos — aqueles que, como eu agora, muitas vezes não têm quem os ouça.
Se ainda estou de pé, é pela memória de todos os jornalistas que não se calaram e por aqueles que, como eu, acreditam que a verdade é o único remédio contra a barbárie. A minha honra e a minha dignidade são inegociáveis. Podem tentar ferir minha saúde e minha imagem, mas nunca alcançarão a minha essência ou o meu amor pela justiça. Minha dignidade é inegociável!
Fábio Costa Pinto, jornalista, ativista de direitos humanos e conselheiro da ABI.