Agricultura Impactos
AS REVOLUÇÕES AGRÍCOLAS E SEUS IMPACTOS SOBRE A SOCIEDADE AO LONGO DA HISTÓRIA.
Nos parágrafos abaixo está apresentado um panorama das principais revoluções agrícolas e seus impactos globais.
03/01/2026 12h29
Por: Colunista Fonte: Fernando Alcoforado*
Imagem: Esse recurso foi gerado com IA.

Este é o resumo do artigo de 11 páginas que tem por objetivo apresentar como ocorreram as 6 revoluções agrícolas que produziram impactos sobre a sociedade ao longo da história. As revoluções agrícolas foram transformações profundas na forma de produzir alimentos e mudaram radicalmente a organização econômica, social e política da humanidade. Nos parágrafos abaixo está apresentado um panorama das principais revoluções agrícolas e seus impactos globais.

1ª Revolução agrícola ou (Revolução Neolítica)

A 1ª Revolução Agrícola (10 mil a 8 mil a.C) é, também, conhecida como “Revolução Neolítica”. Durante a 1ª Revolução Agrícola ou Revolução Neolítica houve a transição do nomadismo caçador-coletor para a agricultura sedentária com o cultivo de plantas (trigo, cevada, arroz, milho) e domesticação de animais (bovinos, ovinos, suínos) que ocorreu na Mesopotâmia (Crescente Fértil), no Vale do Rio Nilo, no Vale do Rio Indo, na China, na Mesoamérica e na região dos Andes. Com o passar dos séculos, o aprimoramento das técnicas agrícolas e a sedentarização da população permitiram uma dieta alimentar mais rica e um expressivo crescimento dos grupos humanos.

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Para que ocorresse a 1ª Revolução Agrícola foi de fundamental importância a descoberta, por exemplo, das sementes, que levaram ao desenvolvimento das técnicas produtivas e da especialização do trabalho na agricultura. As mulheres que eram responsáveis pela coleta de raízes e frutos observaram que as sementes das plantas, quando enterradas no solo, brotavam e davam origem a novas plantas. Com o tempo, aprenderam os processos de cultivo. Vendo como as sementes germinavam, as mulheres passaram a selecionar sementes dos melhores alimentos, a plantar uma a uma em solo macio e úmido e conseguiram os primeiros cultivos. 

Nossos antepassados usavam galhos de árvores para afofar o solo e fazer sulcos onde eram colocadas as sementes, como enxadas primitivas. Como nessa época o ser humano já havia dominado a metalurgia e domesticava animais, inventou um utensílio feito com galhos bifurcados (que depois recebeu uma pedra afiada na ponta) que, puxado por animais, arava a terra. Os sumérios foram os primeiros a utilizarem arados tracionados por animais. O impacto da invenção do arado foi tão grande que hoje ela é considerada um marco da 1ª Revolução Agrícola. Os arados desta época apenas rasgavam a terra, sem revirá-la como fazem os arados mais modernos. A 1ª Revolução Agrícola ou Revolução Neolítica provocou o surgimento das primeiras aldeias e cidades no mundo, o crescimento populacional, o nascimento da propriedade privada da terra, a divisão social do trabalho, a criação do aparelho de Estado, da escrita e da tributação.

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A 1ª Revolução Agrícola contribuiu para o surgimento das grandes civilizações que ocorreram por volta de 4000 a 3000 a.C., no período da Antiguidade, com o desenvolvimento da escrita e da agricultura nas férteis regiões dos rios na Mesopotâmia, Egito, Vale do Indo e China, formando as primeiras cidades-estado e impérios complexos com organizações sociais e políticas avançadas. As várias civilizações de povos sumérios, babilônios, assírios, medos e persas constituíram a chamada civilização do regadio. A ciência e a tecnologia primitivas de armazenamento dos produtos agrícolas surgiram na Mesopotâmia e também no Egito.

2ª Revolução agrícola

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A 2ª Revolução Agrícola ocorreu na Baixa Idade Média que corresponde ao período entre os séculos XII e meados do século XV. Neste período, houve um conjunto de transformações ocorridas na agricultura, a partir de novas técnicas e tecnologias (ferradura, rotação de culturas, charrua, coalheira etc.). Na medida em que fez surgir o excedente de produção, dinamizou o comércio e as cidades e fortaleceu a burguesia, abalando os pilares do feudalismo. Houve melhoria nas técnicas agrícolas que provocaram o excedente de produção. Este excedente de produção fez com que o que fosse produzido virasse "moeda", escambo, quando produtos como alimentos, ferramentas ou trabalho são trocados por outros de valor equivalente. As "aldeias", feudos, começam a ganhar força através desse comércio.

Na Baixa Idade Média, surgiu uma nova classe social: a burguesia. Dedicados ao comércio, os burgueses se enriqueceram e dinamizaram a economia no final da Idade Média. Esta nova camada social necessitava de segurança e buscou construir habitações protegidas por muros. Surgiram assim os burgos que, com o passar do tempo, deram origem a várias cidades. As cidades passaram a significar maiores oportunidades de trabalho. Muitos trabalhadores da zona rural passaram a deixar o campo para buscar melhores condições de vida nas cidades europeias. Com a diminuição dos trabalhadores rurais, os senhores feudais tiveram que alterar as obrigações dos servos, amenizando os impostos e taxas. Em alguns feudos, chegaram a oferecer maiores remunerações para os servos. Estas mudanças significaram uma transformação nas relações de trabalho no campo com o fim da servidão do qual resultou a desintegração do sistema feudal de produção.

A evolução da produtividade agrícola na Baixa Idade Média  foi muitíssimo lenta. Baseando-se apenas em melhorar o arado de pau puxado pelo homem e alguns utensílios de pedra, passaram-se séculos para que os trabalhos de arrasto feitos pelo homem pudessem ser substituídos pela força animal, libertando-se o homem de trabalho tão árduo. Com o aparecimento e barateamento do ferro, o arado foi melhorado. Houve várias conquistas técnicas com o arado de ferro e com o desenvolvimento de novas maneiras de se atrelar o arado aos animais de modo a permitir que eles fossem utilizados à plena força, além de substituír o boi pelo cavalo, como animal de tração. Cabe observar que o arado, que serve para lavrar (arar) os campos, revolvendo a terra com o objetivo de descompactá-la, foi uma das grandes invenções da humanidade por permitir a produção de crescentes quantidades de alimentos e a fixação de populações estáveis.

3ª Revolução agrícola

A 3ª Revolução Agrícola ocorreu nos séculos XVII e XVIII. Neste período, houve um conjunto de transformações na agricultura principalmente na Inglaterra com a rotação de culturas (sistema Norfolk), o cercamento de terras (enclosures), o melhoramento genético rudimentar e o uso de ferramentas mais eficientes na produção agrícola. A 3ª Revolução Agrícola promoveu grande aumento da produtividade, o deslocamento de camponeses do campo para as cidades onde se transformaram em proletariado urbano, bem como o crescimento demográfico europeu. A 3ª Revolução Agrícola foi a pré-condição para o advento da 1ª Revolução Industrial. A agricultura capitalista nasceu com a 3ª Revolução Agrícola.

A 3ª Revolução Agrícola aconteceu na Inglaterra em paralelo com a 1ª Revolução Industrial com as inovações agrícolas que foi um processo que iniciou entre o final do século XVII e o final do século XVIII, na Inglaterra e na Holanda (Províncias Unidas), países com uma intensa atividade comercial. Durante os séculos XVII e XVIII, os grandes proprietários rurais ingleses (nobres e burgueses) levaram a cabo transformações nas suas propriedades que provocaram uma verdadeira revolução agrícola na Europa. Os grandes proprietários agrícolas ingleses aumentaram o tamanho de seus terrenos com a anexação de terrenos baldios, comprando a baixo preço terras a pequenos proprietários, recorrendo ao emparcelamento e cercamento dos terrenos (enclosures) que possibilitaram o aumento da criação de gado. Os grandes proprietários agrícolas ingleses fizeram experiências agrícolas ao nível da produtividade do solo e do aperfeiçoamento das raças animais. A agricultura, orientada para o mercado, permitiu aos proprietários rurais, aumentar a produção, conseguir lucros e investir em novas máquinas e técnicas.

O cercamento das terras e a criação de gado provocaram a diminuição das necessidades de mão de obra no campo. Muitos camponeses sem terra e trabalho no campo acabaram por migrar para a cidade. As inovações na agricultura consistiram no aperfeiçoamento de instrumentos e utilização das primeiras máquinas agrícolas, aplicação do sistema de rotação quadrienal das culturas com recurso à fertilização da terra com estrume animal, seleção de sementes e de animais reprodutores, expansão de novas culturas mais produtivas, caso da batata e do milho, aumento da área cultivável com a melhoria dos solos arenosos, com a adição de argila e a drenagem de pântanos. Novas técnicas agrícolas e maior investimento em maquinaria agrícola levaram ao aumento da produção agrícola que estava orientada para o mercado gerando maiores lucros na agricultura que são investidos no arranque do processo de industrialização. Os lucros oriundos da agricultura e do comércio colonial foram aplicados no desenvolvimento da atividade industrial e no comércio contribuindo para o crescimento do número de bancos que emprestavam dinheiro. A 3ª Revolução Agrícola ocorrida na Inglaterra foi uma fator importante no desencadeamento da 1ª Revolução Industrial.

4ª Revolução agrícola ou Revolução verde

A 4ª Revolução Agrícola ou Revolução verde ocorreu nas décadas de 1940–1970 do século XX nos Estados Unidos, na Europa, no México, na Índia e no Sudeste Asiático com o desenvolvimento de sementes de alto rendimento (trigo e arroz) e o uso de fertilizantes químicos, agrotóxicos, irrigação em larga escala e a mecanização pesada. A 4ª Revolução Agrícola recebeu o nome de Revolução Verde. A expressão Revolução Verde diz respeito à invenção e disseminação de novas sementes e práticas agrícolas que permitiram um vasto aumento na produção agrícola nos Estados Unidos e na Europa e, nas décadas seguintes, em outros países. O modelo se baseia na intensiva utilização de sementes geneticamente alteradas (particularmente sementes híbridas), insumos industriais, fertilizantes e agrotóxicos, mecanização, produção em massa de produtos homogêneos e diminuição do custo de manejo. Também é creditado à Revolução Verde, o uso extensivo de tecnologia no plantio, na irrigação e na colheita, assim como no gerenciamento de produção.

A expansão da agricultura até meados dos anos 1970 deu-se de forma horizontal, isto é, com a incorporação de novas áreas para aumentar sua produção em todo o mundo. Em seguida, essa expansão ocorreu de forma vertical, isto é, houve um incremento de tecnologia para o aumento de sua produtividade. A partir de então, o caminho da agricultura tem sido o incremento tecnológico. Essa tecnologia engloba tanto a produção de insumos agrícolas (agrotóxicos, fertilizantes, etc.) quanto a mecanização agrícola e o uso da biotecnologia. Hoje em dia há uma enorme utilização dos Sistemas de Informação Geográfica (SIG), que os especialistas chamam de “agricultura de precisão”. Dentre os desafios para a agricultura, estão principalmente a questão ambiental e a segurança alimentar. Nesse contexto é que o debate entre biotecnologia, transgênicos e agricultura orgânica ganha força.

A Revolução Verde passou a sofrer críticas, que persistem até hoje. Muitos questionam a sustentabilidade de um projeto baseado em monoculturas e que faz uso em grande escala de fertilizantes, agrotóxicos e insumos de alto custo. Outro ponto negativo são os maus tratos ao meio ambiente decorrentes do avanço das fronteiras agrícolas.  O termo Revolução Verde foi criado durante uma conferência em Washington, por Willian Gown. Apesar de o termo ter surgido apenas na década de 1950, a vontade de inovação e o programa surgiram logo após a Segunda Guerra Mundial devido aos avanços e conhecimentos tecnológicos da época. Pesquisadores de países industrializados pretendiam aumentar a produção de alimentos, acabando assim com a fome nos países capitalistas periféricos através de um conjunto de tecnologias inovadoras. No entanto, o aumento da produção não foi o suficiente para acabar com a fome do mundo. Entre os problemas encontrados estava, principalmente, o fato de que os alimentos produzidos nos países capitalistas periféricos eram – e ainda são – destinados aos países desenvolvidos. O programa parecia satisfazer mais os grandes agricultores, fazendo com que os outros não conseguissem se adaptar às novas técnicas e não atingissem a produtividade, dificultando a sua permanência no ramo.

A Revolução Verde trouxe, também, inúmeros problemas para o meio ambiente. Com o desmatamento para cultivo, veio também o surgimento de pragas e utilização de agrotóxicos, fungicidas, entre outros problemas. Desta forma, houve uma alteração e contaminação em todo o ecossistema – solos, rios, animais, vegetais. Além disso, o programa “expulsou” os pequenos produtores da sua lavoura, contribuindo para o aumento do êxodo rural e, consequentemente, para o aumento da população em periferias de grandes capitais. A Revolução Verde ocorreu com o incremento de tecnologias às técnicas até então aplicadas. O objetivo era aumentar a produção e a produtividade. Os resultados foram obtidos por meio de técnicas como a rotação de cultura, a diversificação das sementes e a equalização do espaço para a pecuária.

5ª Revolução agrícola ou Revolução digital

A 5ª Revolução Agrícola ou Revolução digital ocorreu no final do século XX e durante o século XXI. As transformações que acontecem no campo estão relacionadas com a digitalização dos processos de produção. Esse fenômeno vai além da simples mecanização do campo. Nessa nova onda de mudanças, ganha forma a agricultura digital: “mix” de Internet das Coisas (rede de objetos físicos e dispositivos que se conectam à internet, permitindo a troca de dados entre eles), agricultura de precisão (estratégia de gestão agrícola que visa aumentar a produtividade, a sustentabilidade e a minimização dos impactos ambientais) e Big Data (usado em aprendizado de máquina, modelagem preditiva e outras análises avançadas para resolver problemas de negócios e tomar decisões informadas).

A 5ª Revolução Agrícola significa o uso de tecnologias digitais que aumentam qualidade e velocidade das decisões do produtorO uso de plataformas de agricultura digital apoia o produtor por meio de serviços e soluções baseadas em ciência de dados, auxiliando no gerenciamento de suas operações com mais eficiência durante toda a safra, do plantio à colheita. Frente ao aumento da população mundial, veio a necessidade irrefutável de aumentar a produção de alimentos nos próximos anos. As plataformas de agricultura digital não só beneficiam o uso localizado de insumos (agricultura de precisão), como auxiliam o agricultor a aumentar a produção agrícola e melhorar o monitoramento da propriedade rural e o controle do processo produtivo como um todo. Com esse apoio, o agricultor tem condições de tomar decisões mais assertivas em todos os manejos e operações adotados. Para o agricultor, as tecnologias digitais tornaram-se uma aliada e tanto para reduzir custos e alcançar altos patamares de produtividade ao final de cada safra.

A 5ª Revolução Agrícola contempla a utilização de transgênicos e edição genética (CRISPR), bem como da agricultura de precisão (GPS, sensores, drones), de Big Data, da inteligência artificial e automação. A 5ª Revolução Agrícola propicia, como benefícios, a redução de custos e insumos e o controle corporativo das sementes e como malefícios a dependência de patentes e a exclusão de pequenos produtores. A agricultura torna-se parte do complexo tecnocientífico-financeiro global.

6ª Revolução agrícola ou Revolução agroecológica

A 6ª Revolução Agrícola ou Revolução agroecológica ganhou força nas décadas de 1970 e 1980, que ocorreu na América Latina, África e Ásia (movimentos camponeses), surgiu como uma alternativa sistêmica que propõe uma produção agrícola  baseada na agricultura familiar, em princípios ecológicos, na diversidade de cultivos, no uso do conhecimento tradicional  e da ciência, na soberania alimentar e na reforma agrária e justiça social. Cabe observar que a soberania alimentar diz respeito ao direito dos povos de escolherem como organizar a produção e distribuição dos alimentos, a democratização do acesso à terra, os modelos produtivos sustentáveis (agroecologia) e a pequena produção (agricultura familiar). A 6ª Revolução Agrícola proporciona  resiliência climática, redução da dependência de insumos externos e reconstrução de economias locais. Trata-se de uma revolução em disputa contra o agronegócio global.

A 6ª Revolução Agrícola baseada na agricultura familiar é um modelo de produção rural onde a família é a principal gestora e força de trabalho, em pequenas propriedades, gerando a maior parte da renda familiar com a própria atividade agropecuária, sendo crucial para a segurança alimentar porque abastece com alimentos básicos, para a economia local e para a sustentabilidade, por focar na diversidade de culturas e uso de práticas mais integradas com o meio ambiente. As características principais da agricultura familiar são: 1) a gestão e a execução da produção pelafamílias com pouca dependência de empregados assalariados; 2) a pequena propriedade; 3) a maior parte da renda familiar vem da produção agropecuária da propriedade; 4) a diversidade produtiva com o cultivo de várias culturas (hortaliças, frutas, grãos, etc.) e criação de pequenos animais, gerando segurança alimentar e estabilidade de renda; e, 5) a sustentabilidade com foco na conservação de práticas tradicionais e recursos naturais.

Para assistir o vídeo, acessar o website https://www.youtube.com/watch?v=tsTZnovlbSk

Para ler o artigo em Português, Inglês e Francês, acessar o website do Academia.edu <https://www.academia.edu/145704755/AS_REVOLU%C3%87%C3%95ES_AGR%C3%8DCOLAS_E_SEUS_IMPACTOS_SOBRE_A_SOCIEDADE_AO_LONGO_DA_HIST%C3%93RIA>, <https://www.academia.edu/145704844/AGRICULTURAL_REVOLUTIONS_AND_THEIR_IMPACTS_ON_SOCIETY_THROUGHOUT_HISTORY> e <https://www.academia.edu/145704915/LES_R%C3%89VOLUTIONS_AGRICOLES_ET_LEUR_IMPACT_SUR_LA_SOCI%C3%89T%C3%89_%C3%80_TRAVERS_LHISTOIRE>.

*Fernando Alcoforado, 86, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da SBPC- Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, do IPB- Instituto Politécnico da Bahia e da Academia Baiana de Educação, engenheiro pela Escola Politécnica da UFBA e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário (Engenharia, Economia e Administração) e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, foi Assessor do Vice-Presidente de Engenharia e Tecnologia da LIGHT S.A. Electric power distribution company do Rio de Janeiro, Coordenador de Planejamento Estratégico do CEPED- Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Bahia, Subsecretário de Energia do Estado da Bahia, Secretário do Planejamento de Salvador, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria), Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019), A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021), A escalada da ciência e da tecnologia ao longo da história e sua contribuição ao progresso e à sobrevivência da humanidade (Editora CRV, Curitiba, 2022), de capítulo do livro Flood Handbook (CRC Press, Boca Raton, Florida, United States, 2022), How to protect human beings from threats to their existence and avoid the extinction of humanity (Generis Publishing, Europe, Republic of Moldova, Chișinău, 2023), A revolução da educação necessária ao Brasil na era contemporânea (Editora CRV, Curitiba, 2023), Como construir um mundo de paz, progresso e felicidade para toda a humanidade (Editora CRV, Curitiba, 2024) e How to build a world of peace, progress and happiness for all humanity (Editora CRV, Curitiba, 2024).