Brasil RATO NA COMIDA
Comida com rato vivo é servida em refinaria privatizada na Bahia.
Enquanto a Rlam pertencia à Petrobrás, entre 1950 e 2022, nunca houve registro de episódios como esse.
19/05/2022 16h53
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Federação Única dos Petroleiros
Os trabalhadores fotografaram a cena, mas não conseguiram jantar naquela noite, preferindo ficar com fome a arriscar a saúde. Foto: Divulgação Federação Única dos Petroleiros .

Trabalhadores da Unidade 18 da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia, hoje administrada pela empresa privada Acelen, encontraram um rato vivo em uma das travessas de comida do refeitório, na noite do último dia 8.


Os trabalhadores fotografaram a cena, mas não conseguiram jantar naquela noite, preferindo ficar com fome a arriscar a saúde. Segundo a Embrapa, os ratos podem transmitir mais de 35 doenças ao ser humano, sendo as mais conhecidas leptospirose, peste bubônica, tifo e salmonelose. A foto do rato no prato de comida circulou nas redes sociais da FUP e de sindipetros filiados.

 

Deyvid Bacelar, coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), ficou indignado com a situação. “Além de vender os combustíveis mais caros do que as refinarias da Petrobrás, a Acelen ainda parece ter diminuído a qualidade da alimentação dos funcionários. É um absurdo que, após horas de trabalho, o trabalhador chegue com fome no refeitório da empresa e dê de cara com um rato no meio da comida. Saíram todos com fome, ninguém consegue ter a tranquilidade de comer após ver essa cena”, disse Bacelar.

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Há algum tempo os trabalhadores da refinaria baiana privatizada vêm reclamando da alimentação que, segundo eles, não tinha boa qualidade. Enquanto a Rlam pertencia à Petrobrás, entre 1950 e 2022, nunca houve registro de episódios como este.

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A direção da Acelen respondeu, em nota, que o restaurante da Refinaria de Mataripe é administrado pela mesma prestadora de serviço há 5 anos e não houve troca ou mudanças no fornecedor. “A empresa contratada segue rígidos processos de segurança alimentar com auditorias mensais e controle de pragas exigidos pela legislação e pela Acelen para garantir a segurança de todos”. A empresa alegou que situação foi pontual, na unidade 18, e foram iniciadas investigações para identificar as possíveis causas do problema.

 

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