Geral Legislativo - MT
Diego vê vidas em risco e sugere que empresas indenizem munícipes
O deputado afirmou, durante instalação da Câmara Setorial Temática, que a COPEL e Eletrobras podem ter causado danos irreversíveis
16/09/2025 16h54
Por: Redação Fonte: Assembleia Legislativa - MT

Deputado defende indenização para municípios afetados pelo rebaixamento do reservatório artificial da usina em Colíder, após falhas nos drenos serem identificadas pela Copel e Eletrobras.

Texto gerado pela Alê, nossa inteligência artificial.

O deputado Diego Guimarães (Republicanos) defendeu, nesta segunda-feira (15), que as empresas Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobras) e Companhia Paranaense de Energia (COPEL) indenizem os munícipes prejudicados pelo rebaixamento do reservatório artificial da usina em Colíder.

 Diego deu essa declaração durante a instalação da Câmara Setorial Temática (CST) que pretende investigar falhas estruturais da usina e evitar novos danos ao município. Ele preside o grupo, que tem o deputado Beto Dois a Um (PSB) como relator e a deputada Janaina Riva (MDB) como secretária.

Continua após a publicidade
google.com, pub-9319522921342289, DIRECT, f08c47fec0942fa0

 O deputado solicitou a instalação da Câmara após a Copel e Eletrobras, que administram a unidade, identificarem falhas em 4 dos 70 drenos existentes na barragem. Ele avaliou que “vidas humanas foram colocadas em risco” e exigiu medidas emergenciais.

 “Vamos nos preocupar, primeiro, com a segurança da barragem, porque vidas humanas foram colocadas em risco – e ainda podem estar – por conta de falhas na construção ou algum dano causado por falta de manutenção. De alguma forma, acreditamos que as empresas devem reparar os municípios”, defendeu Diego.

Continua após a publicidade
google.com, pub-9319522921342289, DIRECT, f08c47fec0942fa0

 “O que nos preocupa nesse momento é diminuir os impactos ambientais, verificar se estão tomando as medidas necessárias e trazer segurança financeira para as famílias. Há uma cadeia produtiva do turismo e pesca esportiva que está com prejuízo e demissões. Nosso desejo é conseguir medidas urgentes como uma bolsa ou um auxílio. Não dá para esperarmos concluir todo o problema para criar uma alternativa de reparação econômica, pois os danos podem ser irreversíveis”, acrescentou.

 Diminuição do Reservatório- Após identificarem falhas nos drenos, a COPEL e Eletrobras rebaixaram o nível do reservatório artificial – conhecido como “lago” – para evitar sobrecarga à estrutura da usina e danos ao município. A medida, entretanto, secou as regiões que eram preenchidas pelo Rio Teles Pires. Dessa forma, houve danos ambientais e prejuízos econômicos estimados em R$ 100 milhões.

Continua após a publicidade
google.com, pub-9319522921342289, DIRECT, f08c47fec0942fa0

 “Estive [em Colíder] e pude ver a mortandade de peixes, o impacto econômico a todos que tinham atividades econômicas entorno da barragem. Os municípios terão diminuição na arrecadação dos royalties provenientes da geração de energia dessa usina. Tudo isso será averiguado, mas entendemos que a COPEL e Eletrobras precisam reparar a população e entes públicos afetados”, considerou.

Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)-  A Câmara Setorial Temática, contudo, pode ser extinta caso Diego consiga assinaturas suficientes para instalar uma CPI. Isso porque, conforme o regimento do Poder Legislativo, a CPI tem poderes mais amplos de investigação e convocação.

 “Estamos aguardando a assinatura dos deputados sobre o requerimento da CPI. Caso seja aprovada, devemos extinguir a Câmara Setorial, pois o poder investigativo e de requerimento é mais amplo e intenso. Essa é a finalidade da CPI, enquanto a Câmara Setorial é mais de acompanhamento”, afirmou Diego.