O deputado Alan Sanches (UB) apresentou projeto de resolução propondo a concessão da Comenda 2 de Julho ao empresário Coriolano Alberto Andrade de Oliveira Filho. O parlamentar justifica a iniciativa dizendo que o soteropolitano de 76 anos tem uma lista de serviços prestados ao município de Lauro de Freitas.
Formado em Recursos Humanos, atividade que desempenhou durante 30 anos, “iniciou um importante trabalho junto a Academia de Letras e Artes de Lauro de Freitas em 2004, através de projetos ainda embrionários, tendo sido consolidados em junho de 2010 junto à instituição”.
Membro efetivo do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), tornou-se referência indiscutível quanto ao patrimônio material e imaterial de Lauro de Freitas. Ele é também presidente do Lions Clube e foi presidente do Rotary Clube daquela cidade.
Coriolano se tornou, ao longo do tempo, um empresário consolidado no ramo do entretenimento. “Foi fundador do Conselho Municipal de Cultura junto a outros grandes empreendedores da área, sempre voltando seus esforços para incentivo e fomento de ações na área social de Lauro de Freitas, podendo citar o espaço ‘Barraca da Gávea’ em Vilas do Atlântico em Lauro de Freitas com mais de 30 anos”.
A barraca, segundo Alan, recebe diversos eventos culturais, grupos multiculturais, tornando aquele empreendimento uma espécie de “Circo Voador, democratizando o acesso à arte e fomentando a formação de novos talentos, especialmente entre jovens e mulheres”. Sua atuação. Descreve o parlamentar, também se estende ao empreendedorismo cultural, contribuindo para o fortalecimento da economia criativa em sua região.
“Coriolano desbravou a história local, trazendo contribuições riquíssimas, através de palestras no campo da educação em escolas e clubes”, sintetizou o deputado, explicando que o seu indicado é merecedor dessa justa homenagem, em especial pela sua importância no desenvolvimento sociocultural de Lauro de Freitas", destraca o deputado estadual Alan Sanches (UB).
A inclusão dos municípios de Mata de São João, Dias d’Ávila, Camaçari e Lauro de Freitas nas celebrações do Dois de Julho foi autorizada pela Fundação Gregório de Mattos (FGM), atendendo à solicitação feita pelo Consórcio Intermunicipal Recôncavo Norte e pelo historiador e pesquisador Diego Copque, que apontam contribuições importantes desses municípios, no processo de consolidação da Independência do Brasil na Bahia. Este consórcio tem uma participação ativa do pesquisador Coriolano.
Recôncavo Norte, um resgate histórico — “Esse pleito vem no sentido de reparação e de perceber que a história, a identidade e a cultura de uma região estavam sendo perdidas e, se alguém não buscasse uma espécie de despertar e de reparação, se perderam muito mais”, revelou, destacando o empenho do pesquisador Coriolano Oliveira, de jornalistas e da comunidade local para a obra. “Nós iniciamos essa luta há quase uma década, a campanha foi ganhando força, até o reconhecimento da FGM”, conta satisfeito Diego Copque.
No Recôncavo Norte, a tropa patriota foi recepcionada pelo senhor da Torre, Antônio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque e lá recebeu reforços de milicianos, indígenas, e caboclos remanescentes da Vila de Abrantes, Arembepe, Barra do Jacuípe e Monte Gordo, para depois voltar e lutar em Salvador. Os irmãos Pires de Carvalho e Albuquerque foram responsáveis, juntamente com o mercenário francês Pedro Labatut, por formar e dar um caráter militar ao exército brasileiro, que libertou a província da Bahia e o Brasil das forças portuguesas.
Em relação à participação de Santo Amaro de Ipitanga, território hoje chamado de Lauro de Freitas, é possível destacar que importantes combatentes viviam nessa freguesia, a exemplo de Luiz Antônio Pereira Franco e Anastácio Francisco de Menezes Dórea, que foram agraciados pelo imperador com o título de Cavaleiros da Ordem de Cristo. Além disso, o engenho Cagi, em Santo Amaro de Ipitanga, funcionou como uma espécie de hospital de campanha durante as lutas pela Independência do Brasil na Bahia. O engenho pertencia a João Ladislau de Figueiredo e Melo, grande latifundiário da região, seu neto, José Alvares do Amaral, foi responsável pela compra do casarão que até hoje abriga os carros alegóricos dos caboclos na Lapinha, no bairro da Liberdade.
O roteiro tradicional tem saída de Cachoeira e passagem pelas cidades de Saubara, Santo Amaro, São Francisco do Conde, Candeias e Simões Filho. Agora, Simões Filho recepciona a chegada do fogo simbólico vindo da cidade de Cachoeira, quanto o que vem da cidade de Lauro de Freitas, seguindo para Salvador.
Na cena, retratada por Antônio Parreiras, o soldado-tambor Manoel Soledade. Este, após ser vitimado por estilhaços, encontra-se caído ao solo. O referido militar é considerado pelas fontes documentais como uma das primeiras vítimas das lutas pela independência na Bahia.