Política Intransigência
Greve das professoras e professores municipais de Salvador continua, e vereador Professor Hamilton Assis acusa Prefeitura de intransigência.
A greve da educação em Salvador ultrapassa dois meses sem que haja uma proposta viável de acordo entre a categoria e o Executivo municipal.
12/07/2025 00h34
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Ascom vereador Professor Hamilton Assis
Foto: Divulgação

A paralisação das professoras e dos professores da rede municipal de Salvador segue sem avanços concretos nas negociações. A categoria reivindica melhorias nas condições de trabalho, climatização nas escolas, merenda de qualidade, presença de Assistentes de Desenvolvimento Infantil (ADIs) em sala de aula, reestruturação do plano de carreira e pagamento do piso salarial. Para o vereador Professor Hamilton Assis (PSOL) — coordenador pedagógico da rede municipal, atualmente licenciado para exercer o mandato — o cenário é resultado direto da postura da Prefeitura, que estaria executando “um projeto que desvaloriza os servidores públicos e negligência as negociações com a categoria”.

“A greve só não terminou porque a Prefeitura de Salvador utilizou uma manobra, por meio de um projeto de lei que tramitava na Câmara de Vereadores, para alterar o Plano de Carreira e forjar o cumprimento do piso salarial. Além disso, insiste em tratar professoras e professores com desrespeito, negando-se a reparar os danos provocados. Até o momento, a gestão municipal, na figura do prefeito Bruno Reis (União Brasil), não apresentou propostas satisfatórias, o que tem acirrado os ânimos e mantido as salas de aula vazias em diversas unidades de ensino. O direito à valorização profissional de uma categoria que é base de todas as outras não pode ser deslegitimado dessa forma”, afirmou Hamilton Assis.

A greve foi deflagrada após meses de tentativas frustradas de negociação entre o sindicato da categoria e a Secretaria Municipal de Educação. Para o vereador do PSOL, a falta de compromisso com a pauta da educação demonstra claramente quais são as prioridades políticas da atual gestão, que, segundo ele, “certamente não estão com o ensino público de qualidade”.

“Os educadores reivindicam melhorias na infraestrutura das escolas, respeito ao plano de carreira e à carga horária, e condições dignas de trabalho nas creches e unidades de educação infantil. Não existe educação de qualidade sem respeito aos educadores. A Prefeitura precisa parar de criminalizar a greve e sentar à mesa com seriedade. Enquanto isso não acontecer, a paralisação continuará sendo o único instrumento de resistência da categoria. Quem governa precisa escolher de que lado está. O nosso mandato está ao lado dos trabalhadores da educação e da escola pública, gratuita e de qualidade para as crianças da cidade”, declarou.

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Apesar da gestão municipal justificar a ausência de propostas com a alegação de falta de recursos financeiros, a Polícia Federal investiga desvios de verbas públicas na Secretaria Municipal de Educação, no âmbito da Operação Overclean. Em apenas um dos contratos firmados pelo município com a empresa Larclean — apresentada pela PF como uma empresa de fachada — o valor desviado seria de R$ 67 milhões.

“A Prefeitura diz que não tem dinheiro, mas a Polícia Federal aponta possíveis desvios em pastas como a da Educação. Isso é grave e precisa ser esclarecido. As professoras, os professores e a população de Salvador merecem respeito e transparência”, afirmou Hamilton Assis.

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A greve continua com adesão massiva da categoria, que organiza atos públicos e assembleias ao longo das próximas semanas. O vereador segue solidário à luta dos profissionais da educação e cobra celeridade e responsabilidade da Prefeitura para resolver o impasse.

“Essa situação só demonstra o despreparo da gestão Bruno Reis para lidar com um direito básico: a educação pública de qualidade”, concluiu.

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