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Resolução estabelece regras para renegociação de dívidas do Fies
Segundo pesquisa, cursos a distância apresentaram um crescimento de até 50% no último ano
09/05/2022 12h05
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Agência Dino

No dia 10 de fevereiro deste ano, foi regulamentada, pelo Governo Federal, a Medida Provisória (MP) nº 1.090, que estabelece as regras para renegociação de débitos de contratos do Financiamento Estudantil (Fies), estabelecidos até 2017. Ao publicar no Diário Oficial, a MP tem como foco diminuir a inadimplência da carteira de crédito e dar sustentabilidade ao fundo. A previsão é de que as negociações para quitação das dívidas pendentes iniciem no dia 7 de março.

Dentre os 2,6 milhões de contratos ativos do Fies formalizados até 2017, mais de 2 milhões estão em estágio de quitação, com um saldo devedor de R$ 87,2 bilhões. Desse montante, mais de um milhão de estudantes estão inadimplentes, com mais de 90 dias de atraso no pagamento - ou seja, 51,7% de taxa de inadimplência - e soma de R$ 9 bilhões de prestações sem pagamento.

Aos estudantes que têm dívidas com 90 a 360 dias de atraso, a medida estabelece um desconto de 12% no saldo devedor, isenção de juros e multas e parcelamento de até 150 vezes. Em caso de inadimplência acima de 360, está previsto desconto de 86,5% no saldo devedor. Estudantes inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) ou em beneficiários do Auxílio Emergencial terão um desconto de 92%. Também é importante ressaltar que o saldo da dívida pode ser parcelado em até 10 vezes.

Os agentes financeiros do Fies, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil disponibilizarão, de diversas formas, a renegociação das dívidas. Os beneficiários que querem ter o nome excluído dos cadastros restritivos de crédito devem pagar o valor de entrada no ato da renegociação - valor mínimo de R$ 200 para a primeira parcela. Os trâmites podem ser todos realizados por meio dos canais de atendimento disponibilizados por tais agentes.

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Procura por cursos EAD cresce

Ainda no campo da educação, segundo estudo da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), os cursos a distância apresentaram um crescimento de até 50% no último ano, assim como a inadimplência e evasão escolar. O intuito da associação, ao realizar o levantamento, era investigar o impacto do EAD no ensino presencial durante a pandemia da Covid-19 no Brasil.

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Para compor o levantamento, foram consultadas Instituições de Ensino Superior (IES), Ensino Fundamental e Ensino Médio, bem como do ensino técnico e dos cursos livres, ao todo, 51 instituições. Além disso, 78,43% das respondentes pertencem ao setor privado e 21,57%, ao setor público. Para que tivesse uma cobertura por todo o país, a pesquisa contou com a participação da maioria dos estados brasileiros. São Paulo totalizou 25%. Já Minas Gerais e Pernambuco, 13% cada um. A pesquisa foi feita de forma on-line, entre os dias 20 de março e 30 de abril de 2021.