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Projeto altera limites da Floresta Nacional de Brasília e cria parque nacional
Ministério do Meio Ambiente Placas indicam trilhas para turistas na Floresta Nacional de Brasília O Projeto de Lei 4379/20 altera os limites da F...
07/02/2022 13h25
Por: Paulo Amâncio Fonte: Agência Câmara de Notícias

O Projeto de Lei 4379/20 altera os limites da Floresta Nacional de Brasília (Flona) e recategoriza a Reserva Biológica da Contagem (DF), que passa a ser de parque nacional. Já aprovada no Senado, a matéria tramita agora na Câmara dos Deputados.

De autoria do senador Izalci Lucas (PSDB-DF), a proposta altera os limites da Flona para excluir a Área 2 e parte da Área 3, hoje ocupadas pelos assentamentos rurais 26 de Setembro e Maranata, respectivamente, num total de 4 mil hectares (ha).

Como contrapartida, o texto estende o limite sul da Área 1, a parte mais preservada da floresta, até o Córrego Currais, compreendendo uma área total de 3,7 mil ha. Além disso, a parcela da Área 3 não ocupada por assentados é incorporada à Área de Proteção Ambiental (APA) da bacia do Rio Descoberto, criada em 1983.

O texto modifica ainda a categoria a Reserva Biológica da Contagem, que passa a se chamar Parque Nacional da Chapada da Contagem, com ganho de duas novas áreas que totalizam 4,2 mil ha, abrangendo os contrafortes da encosta da Chapada da Contagem.

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As zonas de amortecimento da Floresta Nacional de Brasília e do Parque Nacional da Chapada da Contagem serão definidas em ato específico do presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ouvida a população residente e garantida a continuidade de atividades de baixo impacto ambiental.

A proposta prevê ainda outras medidas, como permitir a captação de água na região da bacia do rio Descoberto, no interior da Flona, pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb).

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Conservação
Na justificativa do projeto, Izalci Lucas observou que a unidade de conservação da Flona é composta por quatro áreas distintas. A Área 2 e Área 3 apresentam situações de sobreposição com colônias agrícolas estabelecidas pela administração do governo do Distrito Federal antes da criação da floresta, o que têm impedido a implementação das ações de conservação.

“O processo de antropização e o uso desordenado do solo verificados desde então [nas áreas 2 e 3] podem comprometer a qualidade e a quantidade da água de mananciais responsáveis pelo abastecimento de cerca de 60% da população do Distrito Federal, dada a proximidade dessa unidade de conservação com a barragem do Descoberto, fonte dessa captação”, disse Izalci.

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Tramitação
O projeto será analisado pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Em seguida irá para o Plenário da Câmara.